Vigilância ginecológica: o que deve saber
Prevenção e bem-estar
Saúde da mulher
3 mins leitura

Há consultas, exames e rastreios que todas as mulheres devem fazer nas diferentes fases da vida. Conheça aqui o que deve contemplar a vigilância ginecológica.

O ginecologista é, na maioria das vezes, o médico que mais vezes as mulheres consultam  ao longo da sua vida e que lhe pode dar as principais recomendações sobre a sua saúde, nomeadamente sobre estilos de vida saudáveis (realização de exercício físico regular, controlo do stress, dieta equilibrada) e plano de rastreios ginecológicos, bem como auxiliar a mulher sobre a opção por contracetivos, preparação para gravidez e vigilância da saúde na pós-menopausa.

 

1ª consulta de Ginecologia

A primeira consulta de Ginecologia deve ocorrer entre os 13 e os 15 anos. No entanto, pode ocorrer mais cedo se existirem queixas do foro ginecológico. A periodicidade das consultas de Ginecologia deve ser anual.

 

Planeamento familiar

A opção por um método contracetivo deve ser individualizada e discutida com o médico. Dado existir uma panóplia enorme de contracetivos diferentes, a mulher deve abordar esta temática numa consulta com o médico, sendo que este irá aconselhar o método mais adequado.

 

Planeamento da gravidez

Uma mulher que pretenda engravidar deverá realizar uma consulta pelo menos um mês antes de estar a tentar engravidar. Nesta consulta, será avaliado o seu estado de saúde, pedidas análises de caráter geral e outras análises específicas para o rastreio de doenças infecciosas (hepatite, toxoplasmose, rubéola, sífilis e vírus da imunodeficiência adquirida - VIH) e será recomendado o início da ingestão de um suplemento vitamínico de ácido fólico.

 

Vigilância ginecológica na menopausa

A carência hormonal pode produzir queixas mais ou menos importantes, que podem interferir na qualidade de vida das mulheres e que podem ser minimizadas através do aconselhamento de terapêuticas sob supervisão do ginecologista.

 

Rastreios ginecológicos

De acordo com a Direção-Geral da Saúde, é recomendado:

  1. Rastreio do cancro do colo do útero: Deve ser iniciado entre os 25-30 anos e terminar aos 65 anos, com uma periodicidade de três a cinco anos. Este rastreio realiza-se através de colpocitologia, vulgarmente denominada por Teste de Papanicolau, e o intervalo destes exames deve ser encurtado sempre que a situação clínica o justificar. A vacina para o Papiloma Vírus Humano (HPV), que é uma dos principais causas do cancro do colo do útero, é uma medida preventiva eficaz na redução de incidência e gravidade deste cancro.

 

  1. Rastreio do cancro da mama: Realiza-se através da mamografia complementada por ecografia, entre os 50 e os 69 anos, de dois em dois anos. No entanto, este rastreio pode ser realizado com intervalos mais curtos e iniciado mais precocemente se existir indicação clinica. O objetivo destes exames é a deteção de lesões numa fase precoce, o que permite realização de terapêuticas menos mutilantes (preservando a mama).