Paracetamol vs. ibuprofeno:
O paracetamol e o ibuprofeno são medicamentos frequentemente utilizados. Saiba em que situações devemos usar um ou outro.
O paracetamol e o ibuprofeno são medicamentos utilizados no alívio sintomático em várias situações clínicas em crianças e adultos. Ambos os fármacos podem estar indicados no alívio da dor, por exemplo, no entanto, isso não significa que seja igual optar por um ou por outro. Os seus mecanismos de ação não são iguais e há situações em que o paracetamol pode ser mais adequado do que o ibuprofeno e vice-versa. Dependendo da dose, podem ser comprados sem receita médica ou requerer prescrição médica obrigatória.
Recomendações sobre paracetamol e ibuprofeno
É importante falar com o médico assistente antes de iniciar a toma de quaisquer medicamentos não sujeitos a receita médica, sobretudo no caso de crianças, grávidas ou doentes com problemas no coração, rins ou fígado.
O paracetamol tal como o ibuprofeno são medicamentos seguros, mas têm características e formas de atuação diferentes, o que se traduz em utilizações distintas.
Quantos dias se pode usar paracetamol ou ibuprofeno?
O paracetamol e o ibuprofeno podem ser usados para resolver situações passageiras de febre ou dores. A necessidade de um tratamento mais longo pode ser indicador de um problema subjacente mais grave, ou pode provocar efeitos secundários. Assim, se a dor ou a febre não passa ao fim de três dias, ou cinco dias no caso de dores, é recomendado parar o tratamento e consultar um médico.
Paracetamol e ibuprofeno em crianças
O paracetamol é o fármaco antipirético de primeira linha, podendo mesmo ser receitado a recém-nascidos. As dosagens recomendadas para o tratamento da febre em crianças e adolescentes são:
- Via oral: 10-15 mg por kg de peso corporal, por dose, num máximo diário de 90 mg por kg por dia;
- Via retal, para supositórios: 15-20 mg por kg de peso corporal, num máximo diário de 100 mg por kg por dia;
- Intervalo mínimo entre duas administrações consecutivas é quatro horas.
Quanto ao ibuprofeno, que pode ter um efeito anti-inflamatório útil em casos de dores associadas a inflamação, como otites ou dores musculares, deve ser evitado até aos 6 meses de idade e em crianças com alergia, insuficiência renal, meningite, desidratação ou doença crónica gastrointestinal, renal, cardíaca ou hematológica. Também não deve ser usado quando a criança tem varicela.
Na febre, o ibuprofeno deve ser administrado como primeira linha apenas se existir contraindicação para paracetamol.
As dosagens recomendadas para o tratamento da febre em crianças e adolescentes são:
- Via oral: 5-10 mg por kg de peso corporal por dose, para um máximo diário de 40 mg por kg por dia;
- Intervalo mínimo entre administrações do medicamento deve ser de seis horas, representando um máximo de quatro doses diárias.
Em ambos os medicamentos, é essencial respeitar as doses recomendadas para a idade e peso da criança, e a administração deve ser orientada por um pediatra.
Atenção!
Não é recomendado alternar ou combinar paracetamol e ibuprofeno sem orientação médica, pois, além de não trazer melhores resultados, aumenta o risco de esquecimento ou sobredosagem.
Escolha segura e eficaz: como decidir entre paracetamol e ibuprofeno
Paracetamol e ibuprofeno são opções eficazes para o alívio da dor e da febre, mas têm indicações e riscos diferentes.
Nas crianças, deve ser sempre privilegiado o paracetamol, mas apenas se as medidas gerais para baixar a temperatura, como o arrefecimento, não surtirem efeito.
O ibuprofeno é opção em caso de alergia ao paracetamol ou após ineficácia de um primeiro tratamento, se os sintomas de febre e desconforto piorarem antes da administração seguinte de paracetamol.
Nos adultos, a escolha deve considerar o tipo de dor, a presença de inflamação, o estado de saúde, a presença de outras comorbidades e terapêuticas ou de outras recomendações médicas. No adulto, a dose máxima de ibuprofeno por administração são 600 mg e a dose diária máxima é de 1200 mg por dia.
Cumprir as doses indicadas e informar o médico sobre patologia preexistente, gravidez ou outros medicamentos em uso ajuda a prevenir interações e efeitos adversos. Em caso de dúvida, consulte sempre um médico.
Atualizado a 19/09/2025
Barnsley Hospital, setembro de 2025
Cleveland Clinic, setembro de 2025
Direção Geral da Saúde, setembro de 2025
London Doctors Clinic, setembro de 2025
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