O que é a Ressonância Magnética?
Um exame seguro e detalhado, sem radiação, que permite avaliar todo o corpo. Esclareça todas as suas dúvidas sobre a Ressonância Magnética.
A Ressonância Magnética é um exame seguro, versátil e cada vez mais preciso. Está indicada para múltiplas áreas da Medicina, sendo fundamental tanto no diagnóstico como no acompanhamento de diversas patologias. Segundo Tiago Baptista, médico neurorradiologista CUF, “a Ressonância Magnética é um exame de imagem que permite avaliar praticamente todo o corpo humano com grande detalhe e precisão. É um exame sem radiação ionizante; antes utiliza um campo ferromagnético intenso e ondas de rádio que permitem adquirir imagens com grande detalhe”.
O que é a Ressonância Magnética?
A Ressonância Magnética é um exame não invasivo e totalmente inócuo, capaz de estudar qualquer parte do corpo - desde o cérebro até músculos, articulações e órgãos internos. Como explica a técnica de radiologia CUF Cathy Carmezim, “a Ressonância Magnética é um tipo de estudo por imagem que, em conjunto com o magneto e com ondas de radiofrequência, a interagirem com o nosso corpo, nomeadamente com moléculas de hidrogénio que estão presentes em todos os nossos tecidos, é emitido um sinal à máquina que depois, por via de computadores, transforma esses sinais em imagens”.
Principais tipos de Ressonância Magnética:
- Ressonância de alto campo (1.5 e 3 Tesla): maior resolução espacial e precisão diagnóstica;
- Ressonância de baixo campo: menos detalhe, mas útil em algumas situações (por exemplo, em pessoas com implantes metálicos);
- Exames com ou sem contraste, conforme a indicação clínica.
Em que situações é recomendada a Ressonância Magnética?
A Ressonância Magnética pode ser solicitada como exame de primeira linha, ou como complemento a outras técnicas de imagem, como raio-X, ecografia ou tomografia, para esclarecer alterações específicas. De acordo com Tiago Baptista, “A RM é, por exemplo, o exame de eleição nos doentes com esclerose múltipla, em atletas de alto rendimento, no estudo de lesões musculoesqueléticas, ou na caracterização de lesões mamárias. A escolha do exame depende sempre da indicação clínica e da questão diagnóstica”.
Principais motivos para o pedido de uma Ressonância Magnética:
- Diagnóstico e seguimento de doenças neurológicas (por exemplo, esclerose múltipla);
- Avaliação de lesões musculares, articulares e ligamentares;
- Deteção e caracterização de tumores ou alterações mamárias;
- Esclarecimento de achados inconclusivos noutros exames.
Como funciona o exame?
“O exame de Ressonância Magnética é, em geral, um exame tranquilo. O paciente é deitado no centro do magneto, da forma mais confortável possível, tendo em conta o tipo de estudo que está a realizar. O que se pode tornar mais desconfortável é o ruído emitido pelas ondas de radiofrequência, mas são fornecidos tampões e/ou auscultadores que podem, inclusivamente, permitir ouvir música”, explica Cathy Carmezim. Este exame dura, em média, 20 a 40 minutos, em que a pessoa tem de permanecer imóvel.
Preparação: o que deve saber antes do exame
De uma forma geral, não existe preparação obrigatória, podendo ser solicitado um período de jejum de 2 a 4 horas. Há, contudo, cuidados importantes a ter: antes de entrar na sala de exame, é essencial retirar todos os objetos metálicos. Como alerta Tiago Baptista, “objetos ferromagnéticos não podem entrar numa sala de Ressonância Magnética, devido à intensidade do campo magnético”. E se tiver um pacemaker ou outro dispositivo cardíaco, deve informar sempre a equipa médica antes do exame “para se criar um circuito diferente das ressonâncias normais, em articulação com a Cardiologia”, sublinha a técnica de Radiologia. As mulheres grávidas também devem avisar previamente o técnico ou o médico da sua condição.
No dia do exame, não se esqueça de:
Chegue 20 minutos antes da hora marcada, a fim de abrir o seu processo e preencher um questionário para detetar qualquer situação passível de interferir com a realização do exame. Tenha consigo:
- A prescrição médica;
- Exames anteriores de diagnóstico;
- Análises mais recentes;
- Cartão do sistema de saúde (SNS, seguro ou subsistema de saúde).
Quanto tempo demora uma Ressonância Magnética?
Um exame de RM dura cerca de 20 a 40 minutos.
Quem não pode fazer Ressonância Magnética?
Existem algumas condicionantes à realização deste exame, pelo que é feita sempre uma avaliação prévia de segurança. Segundo Tiago Baptista, “alguns doentes não podem fazer Ressonância Magnética, sobretudo, quando têm materiais implantados, que não sabem se são compatíveis com o campo magnético. Ora, o que nós fazemos habitualmente é tentar identificar qual é o material implantado e, se não conseguirmos de todo, às vezes é impossível fazer a Ressonância Magnética a alguns doentes”.
Outro desafio é a claustrofobia, “aí sim, por vezes, é difícil nós realizarmos uma Ressonância Magnética sem sedação ou sem anestesia, mas existem formas de os doentes ficarem mais descontraídos”, sendo habitualmente possível realizar este exame sempre que ele é necessário”, assegura o médico.
É um exame seguro?
“A maior parte dos doentes pode fazer este exame e, praticamente, sem riscos associados”, garante Tiago Baptista, que acrescenta que, “por vezes, precisamos de utilizar um produto de contraste paramagnético para melhor esclarecer algumas situações, por exemplo, inflamações, alguns tipos de tumor ou outras aplicações que a Ressonância Magnética tem. O contraste é muito seguro e, portanto, quando é necessário, utilizamos com muita tranquilidade”. A técnica Cathy Carmezim complementa que “o contraste utilizado durante o exame de Ressonância Magnética é o gadolínio, que tem risco alérgico significativamente inferior ao contraste iodado utilizado na TAC, que tem uma componente de iodo e que pode espoletar mais reações alérgicas. O doente é puncionado durante o exame, é injetado o contraste que não dá praticamente qualquer reação”. Terminado o exame, o paciente pode regressar à sua rotina habitual.
Qual a diferença entre TAC e Ressonância Magnética?
A principal diferença entre a Ressonância Magnética e a TAC é que a primeira não utiliza radiação ionizante. Como explica Cathy Carmezim, “na Ressonância Magnética utilizamos ondas de radiofrequência e um campo magnético totalmente inócuo para o doente. Além dos tipos de contraste utilizados, outra diferença grande é o tempo: a ressonância é mais demorada que a TAC”, refere. O exame da RM dura cerca de 20 a 40 minutos, enquanto a TAC demora entre 5 a 15 minutos.
Avanços recentes: tecnologia e inteligência artificial
Nos últimos anos, a Ressonância Magnética evoluiu significativamente. Como enfatiza o médico neurorradiologista, “estamos a testemunhar avanços na Ressonância Magnética praticamente todos os dias. Não só do ponto de vista da qualidade das imagens, acrescentando detalhe, precisão, mas também no ponto de vista do conforto para os doentes, reduzindo o tempo da aquisição das imagens”.
Na CUF, os avanços tecnológicos - com destaque para a inteligência artificial (IA) - asseguram maior conforto, rapidez e qualidade para os doentes. “Na rede CUF, temos em quase todos os equipamentos estes algoritmos de IA, que fazem com que a Ressonância Magnética se torne ainda mais confortável, mais precisa e com maior capacidade de dar um diagnóstico aos médicos prescritores”, sublinha Tiago Baptista.
Cathy Carmezim reforça: “Depois, também existem já alguns algoritmos dedicados mesmo ao estudo da esclerose múltipla, ao estudo da demência. Estamos cada vez mais a trabalhar com esse tipo de algoritmos e que é, sem dúvida, o futuro”. “Estes avanços traduzem-se numa maior precisão diagnóstica e numa resposta clínica mais eficaz, beneficiando simultaneamente doentes e médicos”, salienta o neurorradiologista.
A Ressonância Magnética é assim uma ferramenta essencial para o diagnóstico médico, aliando segurança, precisão e tecnologia de ponta.
Consulte o seu médico sobre a necessidade ou indicação da Ressonância Magnética e conte com uma equipa experiente e dedicada em todas as etapas do exame.
Alie a precisão do diagnóstico à segurança clínica ao realizar o seu exame com as equipas especializadas da CUF.
Publicado a 28/07/2016 (primeira publicação)
Atualizado a 27/01/2026