Alterações do desejo sexual

O que é?
Sintomas
Causas
Tratamento

Trata-se de uma situação que afeta naturalmente a qualidade de vida dos homens, mais nuns do que noutros, mas que origina muitas vezes conflitos conjugais ou relacionais uma vez que interfere de forma negativa com a sexualidade. Neste contexto, esta diminuição do desejo sexual pode acompanhar outros sintomas que afetam a vida sexual de um casal, tais como a disfunção erétil ou alterações ejaculatórias, pelo que um diagnóstico correto é fundamental para que o tratamento seja o mais bem-sucedido possível.

 

Importante ter em atenção que cerca de 20 a 30% dos homens após os 45 anos têm sintomas relacionados com baixos níveis de testosterona. Alguns estudos mostram que baixos níveis de testosterona podem estar associados com um risco aumentado de obesidade, diabetes e cardiovascular. O tratamento eficaz pode ser efetivo e restaura a normal função sexual, melhorando o humor e energia.

 As alterações da líbido cursam na maioria dos casos com ereções fracas ou ausentes, fadiga, depressão, anedonia (incapacidade de sentir prazer em diversas atividades quotidianas) e aumento da gordura abdominal.

 

A alteração do desejo sexual masculino pode ter várias causas, umas de origem orgânica, cuja primeira manifestação pode ser este sintoma, outras de causa psicológica e que podem atingir todos os estratos etários. Todas devem ser diagnosticadas para serem submetidas a um tratamento específico.

 

A principal causa no homem com mais de 50 anos é o hipogonadismo masculino, definido como uma síndrome clínica causada por uma deficiência da hormona masculina (testosterona) e que pode afetar também negativamente múltiplas funções orgânicas. Este hipogonadismo pode ter origem em doenças testiculares (designado como primário), da hipófise ou hipotálamo que se situam no cérebro (designado secundário) e ainda relacionado com a idade (hipogonadismo de início tardio, que é uma situação mista das duas anteriores).

As principais causas de hipogonadismo nesta faixa etária são a toma de determinados medicamentos e o hipogonadismo de início tardio, que têm tratamento diferentes. Uma vez que esta situação de deficiência hormonal origina não só alterações da esfera sexual mas também alterações orgânicas relevantes, como anemia, perda da massa óssea, aumento da gordura visceral, alterações do sono e ainda fadiga, irritabilidade ou depressão, é importante o seu diagnóstico e tratamento no contexto da saúde masculina, podendo estar indicada uma terapêutica de reposição hormonal para melhorar a condição física do doente e prevenir ou tratar estas alterações metabólicas.

 

Por outro lado, as causas psicológicas também têm um papel importante. A realidade nacional mostra que mais de 10% dos homens portugueses apresentam falta de interesse sexual.

Os fatores mais implicados são o cansaço e a exigência profissional. No entanto, nalguns casos, é porque andam ansiosos, deprimidos ou aborrecidos, sentem-se inseguros, apresentam baixos níveis de confiança na função erétil ou existem conflitos na relação conjugal sobretudo quando são de longa data. O mais surpreendente é que são homens entre os 30 e os 39 anos os mais afetados. E os principais motivos na falta de interesse sexual nesta faixa etária são a rotina das relações e a mudança do papel do casal, sendo que a paternidade, por exemplo, tem habitualmente influência na relação do casal.

 Para estas situações está aconselhado apoio psicológico, mais do que terapias medicamentosas, com profissionais especializados nesta área, após exclusão de causas médicas orgânicas.

 

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