Alopecia

Calvície
O que é?
Sintomas
Causas
Diagnóstico
Tratamento
Prevenção

É  uma condição natural em que o cabelo gradualmente se torna mais fino com a idade. Mais folículos capilares entram na fase de repouso, e os cabelos restantes ficam mais curtos e menos numerosos.

A alopecia significa menos cabelo na cabeça, enquanto que deflúvio quer dizer mais queda de cabelo. Uma pode existir sem a outra e vice versa. A queda de cabelo pode ter causas variadas, sendo a alopecia androgenética a mais comum. Incide sobretudo na parte de cima do couro cabeludo, poupando mais as áreas de trás e de lado (o que se deve a diferentes recetores hormonais nessas áreas).

Os sinais de perda e de queda de cabelo variam entre homens, mulheres e crianças. No entanto, em qualquer idade, os indícios surgem quando se começa a notar mais cabelos na escova ao pentear ou maior queda quando se lava a cabeça.

Existem dois tipos: a alopecia androgenética (calvície comum) e o deflúvio telógeno. 

Na alopecia androgenética, os homens normalmente perdem o cabelo quando três fatores interagem: genética, idade e hormonas. Ao mesmo tempo que os níveis hormonais se alteram com o envelhecimento, fatores genéticos também interferem neste processo, o que contribui para o encolhimento gradual dos folículos capilares. O cabelo cresce progressivamente mais curto e mais fino até que deixa de crescer.  

Nas mulheres, a genética parece ser um fator significativo, podendo herdar o gene de qualquer dos progenitores. Tende a ser mais comum à medida que envelhecem e atingem a meia idade, embora possa começar mais cedo. Muitas vezes desenvolve-se após a menopausa, quando as alterações hormonais também podem ser um fator coadjuvante, e manifesta-se pela diminuição generalizada dos folículos  em todo o couro cabeludo, mas especialmente na coroa.

O deflúvio telógeno está relacionado com o ciclo do cabelo (mais ou menos três anos) findo o qual cai e é substituído por outro. Neste quadro, dá-se uma alteração deste ciclo. Para tal, podem contribuir a sazonalidade (outono), o parto, o stress, o cansaço, uma cirurgia ou alguma doença. O fenómeno desencadeante precede em três ou quatro meses a queda de cabelo. Quanto à sazonalidade, parece ser mediada pela variação na luz solar. A hipófise deteta essa alteração e faz variar os níveis de prolactina, melatonina e outras hormonas que atuam em recetores que condicionam o ciclo de cada folículo. O cabelo que cai por deflúvio telógeno pode ser recuperado na totalidade na medida em que o que acontece é apenas um distúrbio do ciclo capilar: muitos cabelos caem, mas nascem outros. A recuperação do volume total pode levar até um ano.

Se a queda de cabelo persistir num nível acima do que é habitual há que consultar um dermatologista para se excluir a presença de uma doença. A maioria das patologias que afetam o cabelo fazem-no de duas formas principais: 

  • Por interferência no ciclo capilar. Se um fator externo (stress, parto, alimentação desequilibrada, medicamentos ou cirurgias) fizer com que um grande número de cabelos entre, em simultâneo, na fase do ciclo em que se soltam, terá como consequência uma maior queda ao pentear e lavar e, dependendo da intensidade e duração do fenómeno, pode haver menos cabelo no couro cabeludo.
  • Lesão da parte do folículo onde existem as células pluripotenciais capazes de regenerá-lo, o que ocorre na presença de uma série de doenças inflamatórias que afetam o couro cabeludo mas também na calvície comum. Neste caso, a inflamação, associada a fatores genéticos, vão conduzindo à morte das células dos cabelos, tornando-os cada vez mais finos até que desaparecem.

Tem sentido tratá-la na medida em que constitui uma preocupação para a maioria das pessoas, podendo afetar negativamente a autoimagem.  Existem três níveis de intervenção: 

  • Médico/Tópico: Atualmente não existe dúvida que o produto de aplicação tópica mais eficaz é o minoxidil. Os médicos prescrevem igualmente champô apropriado.
  • Médico/Sistémico: A administração de Finasteride (comprimidos) por via oral, de modo a bloquear a ação da hormona masculina no folículo piloso, constitui, em muitos casos, um bom coadjuvante. A associação de polivitamínicos/oligoelementos (via oral) é comum no tratamento da alopecia, embora a sua utilidade não seja óbvia, exceto em casos em que exista carência de algum nutriente.
  • Cirúrgico: Consiste no transplante de cabelo. Os primeiros efetuaram-se há meio século. A técnica evoluiu muito e desde há dez anos que é realizado o Transplante de Unidade Folicular (FUT). Neste procedimento retira-se cabelo de áreas dadoras, habitualmente sob a forma de uma fina tira de pele ou folículo a folículo. Depois esses cabelos são cortados de forma microscopicamente controlada e realizam-se micro orifícios na área em que se pretende melhorar a densidade capilar. Finalmente, introduzem-se os folículos em cada orifício. O cabelo transplantado cai entre o primeiro e o segundo mês. E renasce entre o terceiro e o quarto, com um aspeto natural.  Uma história clínica cuidada é fundamental antes de avançar para este procedimento. Doenças como diabetes, hipertensão e discrasias hemorrágicas devem estar controladas. A intervenção dura em média quatro a cinco horas, após as quais o doente vai para casa. Os efeitos adversos comuns são inchaço nas pálpebras que ocorre entre o segundo e quarto dia após o transplante e micro crostas que se notam no local de cada folículo implantado (durante 15 dias). Com a técnica atual é possível efetuar sessões de mais de 1500 cabelos implantados. É importante a expectativa ser adaptada à realidade. Uma sessão melhora muito o aspeto mas não permite o volume de uma cabeleira normal. O resultado é tanto melhor quanto maior a espessura do cabelo e a densidade da área dadora. Nas mulheres a técnica é um pouco diferente já que habitualmente não há áreas totalmente despovoadas, deste modo o reforço com dois ou três centímetros anteriores pode ter um grande efeito. No homem com alopecia androgenética são expectáveis, durante a vida, três sessões: uma para reforço anterior, outra para posterior, e uma que une ambas as áreas. Entre elas medeiam, em média, quatro anos.  Por outro lado, esta técnica também permite corrigir as cicatrizes determinadas por doenças do cabelo, por traumatismos, por tumores ou por radioterapia.

Deve-se manter um estilo de vida saudável e, sobretudo, ter uma dieta equilibrada. Pode-se também recorrer à toma de alguns suplementos nutricionais, que ajudam a controlar a queda do cabelo.

Fontes:

Medical News Today

WebMD

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