Trombose venosa

O que é?
Sintomas
Causas
Diagnóstico
Tratamento
Prevenção

A trombose venosa caracteriza-se pela presença de um volumoso coágulo fixado na parede interior de uma veia (trombo). Além de bloquear a circulação venosa na veia afetada, o coágulo pode libertar-se e provocar uma embolia num órgão nobre como os pulmões ou o cérebro, daí a importância de se fazer o diagnóstico e tratamento com muita brevidade. A maioria ocorre na parte inferior da perna, na coxa ou na pélvis, embora também possa ocorrer noutras áreas do corpo, incluindo o braço, cérebro, intestino, fígado ou rim. 

Numa fase aguda, tem como principais complicações a embolia pulmonar e a gangrena venosa, que pode levar à amputação do membro e a elevada mortalidade. Na fase tardia, a complicação mais frequente é o síndrome pós-trombótico que se pode caracterizar por dermatite pigmentada principalmente na perna, lipodermosclerose, edema de predomínio vespertino, varizes dos membros inferiores e úlcera ativa ou cicatrizada. Esta situação, que afeta milhões de pessoas, é responsável por significativa mortalidade (superior a 10% em meio hospitalar).

A maioria dos doentes não apresenta sintomas que a indiquem. No entanto, caso estes se desenvolvam instalam-se de forma súbita, sendo os mais frequentes dor, edema, sensação de peso, alteração da coloração e da temperatura do membro e incapacidade funcional parcial.

Alguns fatores de risco que podem levar ao desenvolvimento de uma trombose são: idade avançada, gravidez, uso de contracetivos orais, obesidade, varizes dos membros inferiores, neoplasia, traumatismo e estados de hipercoagulabilidade. Perante a presença destes indícios, pode ser necessário efetuar um estudo genético.

O exame diagnóstico de confirmação e localização de trombose mais utilizado é o ecodoppler ou a angiodinografia venosa (por ter elevada sensibilidade, especificidade e não ser invasivo). Por vezes, pode ser necessário realizar flebografia que, apesar de mais específico, é um exame invasivo com administração de contraste.

Na fase inicial, o tratamento pode exigir repouso com drenagem postural do membro doente ou deambulação com meia elástica apropriada, hipocoagulação com heparina de baixo peso molecular ou não fracionada, ou eventualmente, fibrinólise, sendo rara a necessidade de cirurgia. Atualmente, é possível tratar a grande maioria dos doentes em ambulatório, sendo apenas necessário internamento em situações muito específicas. 

A manutenção da hipocoagulação oral (frequentemente varfarina e durante pelo menos seis meses) sob controlo laboratorial de INR é atualmente a prática corrente que pode ser alterada com a introdução progressiva dos novos fármacos antitrombóticos orais. A trombose exige vigilância médica especializada, regular e controlo ecográfico periódico.

  • Exercitar os músculos da perna se se estiver parado por muito tempo
  • Levantar-se e caminhar pelo menos a cada meia hora se estiver num voo longo ou sair do carro a cada hora se fizer uma viagem grande
  • Sair da cama e mover-se o mais cedo possível após ficar doente ou fazer uma cirurgia
  • Tomar medicamentos ou usar meias de compressão após uma cirurgia (se prescritos pelo médico)
Fontes:

Cleveland Clinic