Síndrome da classe económica

O que é?
Sintomas
Causas
Diagnóstico
Tratamento
Prevenção

A síndrome da classe económica descreve a situação clínica de trombose venosa profunda que surge durante ou após uma viagem prolongada de avião, com pouco espaço para a mobilização dos membros inferiores, ocasionando um coágulo sanguíneo que irá obstruir uma veia profunda. O coágulo formado pode bloquear parcial ou completamente o fluxo sanguíneo dos vasos e a maioria ocorre na parte inferior da perna, na coxa ou na pélvis. menos frequentemente também pode ocorrer noutras zonas como o braço, cérebro, intestino, fígado ou rim.

Os sintomas podem incluir inchaço, dor e sensibilidade, zona da pele com vermelhidão, geralmente nas pernas. Caso se desenvolva um quadro grave de embolismo pulmonar surge falta de ar, cansaço, dor torácica, sensação de desmaio, taquicardia, sudorese e tosse.

Em viagens de avião outros fatores para além da imobilidade prolongada podem estar implicados (mas não está provado definitivamente que estejam): pressão reduzida na cabine, menores níveis de oxigénio no avião e desidratação ligeira por não se beber água em quantidade suficiente. Deve ser enfatizado que a grande maioria dos viajantes não apresenta qualquer problema.

Além do exame do doente e das suas queixas e história clínica, os exames complementares de diagnóstico incluem:

  • Ecografia venosa (mostra o fluxo sanguíneo nas veias e eventuais coágulos sanguíneos);
  • Venografia (injetado um material de contraste nas veias para que no RX seja visível o coágulo).

 

Outros testes incluem:

  • Ressonância magnética (RM) ou a venografia por ressonância magnética (MRV);
  • Tomografia computadorizada (TC).

Pode também ser usado o diagnóstico de TVP no abdómem ou na pélvis e pulmão. Na sequência da investigação podem ser necessários análises ao sangue.

Na maioria das vezes, a medicação é suficiente e inclui medicamentos anticoagulantes (podem impedir o desenvolvimento ou agravamento do coágulo). Em casos graves, é necessário recorrer a internamento hospitalar.

O risco de TVP provocado por uma viagem é pequeno, contudo é sensato tentar reduzi-lo, particularmente se se é portador de algum fator de risco conhecido. Em viagens intercontinentais, particularmente de avião, deve exercitar-se os músculos da perna regularmente (de meia em meia hora), esticar e encolher os dedos do pé e o próprio pé enquanto sentado; passear ao longo do corredor do avião quando a tripulação o permitir; beber bastante água (para evitar desidratação); não beber demasiado álcool; considerar o uso de meias elásticas; e algumas pessoas com risco elevado poderm ser aconselhadas a tomar medicação hipocoagulante.

Fontes:

Cleveland Clinic

WebMD