Tendinoses

O que é?
Sintomas
Causas
Tratamento
Prevenção

 Uma tendinose é um processo degenerativo do colagéneo de um tendão como resposta a um excesso de uso crónico. Quando esse excesso de uso é mantido sem que o tendão tenha tempo para repousar e cicatrizar, ocorre tendinose. Mesmo movimentos de pequena amplitude, como clicar o rato do computador, podem causar tendinose, desde que executados de um modo repetido.

No desporto, os tendões podem sofrer diversos tipos de lesões, como as roturas traumáticas, traumatismos indiretos relacionados com a vascularização, doença inflamatória associada e idade ou lesões microtraumáticas de sobrecarga.

De facto, as tendinopatias são muito comuns e são das lesões mais relatadas tanto em ambiente de trabalho como no desporto.

 De facto, a tendinopatia traduz-se pela presença de dor, sensibilidade ao toque, inchaço e limitação dos movimentos na região afectada.

 Muitas vezes, uma lesão de um tendão apresenta na fase inicial um componente de inflamação ao qual se segue o processo de degeneração. Como tal, as duas entidades podem, em alguns casos, estar interligadas.

 

A tendinose pode resultar de longas horas de atividades, como o desporto, uso de computadores ou instrumentos musicais ou outras atividades manuais.

Existem diversos fatores de risco para a ocorrência de lesões dos tendões, como as deficiências de alinhamento, as diferenças de comprimentos dos membros, os desequilíbrios musculares, a hipermobilidade ou a rigidez muscular, os erros no treino, tanto na intensidade como na técnica, a fadiga, o piso e o tipo de calçado e de equipamento.

 

Para a tendinose, o tratamento iniciado numa fase inicial permite uma recuperação em 6 a 10 semanas. Na fase crónica, o tratamento pode durar 3 a 9 meses.

 Alguns estudos sugerem que os tendões demoram cerca de 100 dias para produzirem novo colagéneo e, por esse facto, tratamento mais curtos não serão eficazes.

 O tratamento das tendinoses inclui o repouso, um ajustamento na postura no local de trabalho e no desporto, uso de suporte apropriado para o tendão afetado, manutenção da execução de movimentos com o músculo envolvido associados a alongamentos para impedir a retração muscular e estimular a cicatrização, uso de gelo durante períodos de 15-20 minutos várias vezes por dia com intervalos de, pelo menos, 45 minutos, exercícios de alongamentos realizados lentamente, estimulando a produção de colagéneo e sessões de massagens para estimular a circulação e a actividade celular.

 Uma correta nutrição, incluindo vitamina C, manganésio e zinco, é importante para a produção de colagéneo. A vitamina B6 e a vitamina E também contribuem para a saúde dos tendões.

 Os medicamentos anti-inflamatórios e as injeções de corticóides podem acelerar o processo degenerativo e tornar o tendão mais suscetível a novas lesões, com risco mais elevado de rotura e, como tal, não devem ser utilizados no tratamento das tendinoses.

 A cirurgia deve ser utilizada em último recurso, para a remoção de tecido afetado no caso das tendinoses. Contudo, esta não estimula a síntese de colagéneo e a sua taxa de sucesso varia entre 75% e 85%.

 Uma vez que a tendinose provoca alterações nos tecidos que os tornam mais suscetíveis a novas lesões, é importante manter uma atenção especial sobre o tendão afetado mesmo após o tratamento estar concluído. As massagens, alongamentos e um correto aquecimento antes de um treino, são exemplos de estratégias úteis para a prevenção de novas lesões e para a manutenção dos tecidos saudáveis

 

Fontes
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  • Mayo Clinic, 2008
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