Investigação em Oncologia

À procura de respostas para vencer o cancro

O cancro é uma das áreas da saúde humana em que mais se faz investigação básica e clínica.

Milhares de hospitais e centros de investigação em todo o mundo ocupam-se deste problema todos os dias com o objetivo de melhorar os resultados do tratamento destas doenças e de procurar a forma de as prevenir.


A investigação clínica é em grande parte constituída por ensaios clínicos terapêuticos ou por estudos que pretendem caracterizar as doenças e os doentes mas sem intervir, não alterando o curso terapêutico.

Por outro lado, há projetos de investigação que usam material de doentes para responder a perguntas de processos biológicos e mecanismos usados pelas células, e que não estão centrados no doente. A esta investigação chamamos investigação básica ou fundamental, para se diferenciar da investigação centrada no doente que é aplicada, clínica  ou de translação.

Ensaios Clínicos
Banco de Tumores

A prática corrente de ensaios clínicos é indissociável do tratamento oncológico. Numa doença fortemente complexa e com o avançar do conhecimento sobre as várias doenças oncológicos, os ensaios clínicos são ferramentas fundamentais para aprender como as tratar melhor.

Os ensaios são também uma oportunidade para os doentes serem tratados com fármaco inovadores, que de outra forma não estariam disponíveis.

Existem ensaios clínicos de várias fases I, II, III e IV. Os ensaios de fase III comparam tratamentos investigacionais com os tratamentos standard, e são os que mais frequentemente estão disponíveis nas nossas unidades. 

Com o apoio da CUF Academic Research and Medical Center, as equipas clínicas da CUF Oncologia têm desenvolvido projetos de insvestigação e participado em ensaios clínicos nacionais e internacionais, nomeadamente para as patologias: cancro da mama, cancro do pulmão, cancro colorretal, hematologia, entre outros.

Para saber mais sobre ensaios clínicos, contacte-nos: ensaios.clínicos@cuf.pt 

Parceria com Biobanco-IMM CAML

Uma parceria desta natureza garante a preservação de amostras biológicas colhidas na atividade assistencial das unidades da rede CUF que diagnosticam e tratam a doença oncológica, através da criação de um banco de tumores.

Trata-se de um instrumento fundamental para o desenvolvimento de projetos de investigação translacional, não só das suas equipas como também de outros investigadores nacionais ou internacionais, em busca de novas respostas no combate ao cancro.

A primeira coleção a constituir foi na área do cancro de cólon através de material biológico recolhido na atividade do Hospital CUF Descobertas, em conformidade com o consentimento informado e autorização dos doentes que pretendam contribuir para a investigação nesta área. Em 2018, foi iniciado o banco de tumores em cancro do pulmão, proveniente da atividade clínica dos hospitais CUF Descobertas e CUF Infante Santo.

O Instituto de Medicina Molecular (IMM) é uma instituição de referência em Portugal, tendo o estatuto de Laboratório Associado ao Ministério da Educação e Ciência. Tem sido fundamental o seu contributo para a compreensão dos mecanismos da doença, o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas, de testes preditivos e de ferramentas de diagnóstico.

O Biobanco-IMM CAML inscreve-se no espírito da missão do IMM de promover a pesquisa biomédica, clínica e translacional em Portugal e suportar a formação científica pós-graduada de estudantes, médicos e de outros profissionais de saúde. As condições estruturais do Biobanco-IMM colocam-no numa posição privilegiada na promoção da cooperação nacional e internacional e da relação entre clínicos, investigadores, instituições de investigação e a indústria farmacêutica, contribuindo para a promoção da saúde e do bem-estar das gerações futuras.