Tenosinovite de Quervain

O que é?
Sintomas
Causas
Diagnóstico
Tratamento
Prevenção

A tenossinovite de De Quervain é uma inflamação dos tendões que passam no punho para o polegar, associada à inflamação da bainha protetora que cobre esse tendão.

Neste caso os tendões inflamados servem para estender o polegar e passam num túnel (1º compartimento extensor) que se estiver ocupado por tecido inflamatório origina dor com a mobilização do dedo.

Na maior parte dos casos a causa é desconhecida e pode afetar pessoas de todas as idades.

É comum aparecer em mulheres na 4ª a 6ª semana após o parto, provavelmente por alterações hormonais ou por retenção de líquidos na gravidez.

Esta doença é a perturbação mais comum relacionada com o excesso de uso e envolve a articulação do punho.

É muito frequente em pessoas que usam a mão fazendo uma pega firma associada a um desvio do punho para o lado do osso cúbito, como acontece no ténis.

Dor no punho com a mobilização da mão e polegar principalmente quando se aperta ou torce com força a mão.

Pode formar uma tumefação dolorosa ao toque no bordo radial do punho (lado do polegar).

Os movimentos do polegar e do punho que implicam segurar em algo tornam-se difíceis e dolorosos.

Quando se tenta movimentar o polegar existe uma sensação de movimento intermitente, em “disparo”.

Se o quadro não for tratado, a dor pode progredir para o resto do polegar e para o antebraço e pode ocorrer uma progressiva limitação dos movimentos pela incapacidade de os tendões deslizarem no túnel.

Como se referiu, o uso repetido do punho é a causa mais comum deste quadro clínico.

Sempre que se segura algo na mão, são utilizados dois tendões do punho e do polegar. Esses tendões habitualmente deslizam dentro de um pequeno túnel. Se um gesto for repetido várias vezes por dia, pode ocorrer irritação da bainha que envolve esses tendões, causando um espessamento que restringe o seu movimento. 

Atividades como a jardinagem e desportos de raquete podem estar na sua origem e tendem a agravar esta condição.

A canoagem, o golfe e o bowling também podem causar esta lesão. 

Outras causas possíveis são uma lesão direta do punho ou do tendão com formação de tecido cicatricial que impede o movimento dos tensões ou a presença de uma artrite inflamatória, como a artrite reumatóide.

É um quadro mais comum entre os 30 e os 50 anos de idade, mais comum no género feminino e pode associar-se à gravidez. O próprio ato de pegar o bebé várias vezes por dia pode causar este quadro.

O diagnóstico é clínico, ou seja, baseado nos sintomas e no exame clínico do doente podendo ser confirmado com ecografia.

O diagnóstico passa pelo exame médico, existindo manobras específicas que orientam o diagnóstico. Como regra, não são necessários estudos por imagem para diagnosticar este quadro.

O tratamento inicial consiste em uso de tala que impede o movimento do polegar e anti-inflamatórios. O seu médico pode-lhe propor a infiltração do túnel com corticosteroide que poderá melhorá-lo.

A cirurgia, que consiste na abertura do túnel (1º compartimento extensor) para libertação dos tendões, tem excelentes resultados.

O tratamento, de um modo geral, é bem sucedido quando é iniciado precocemente, embora a dor possa voltar se não for possível interromper a atividade que deu origem ao quadro.

Se o tratamento for iniciado cedo, é de esperar uma melhoria ao fim de 4 a 6 semanas.

Se esta perturbação surgir durante a gravidez, tenderá a melhorar no final da gravidez ou do aleitamento.

O uso de anti-inflamatórios e de gelo permite um adequado controlo da dor e do inchaço.

Em alguns casos, poderá ser importante a injeção de corticóides na bainha do tendão. Quando o tratamento for iniciado nos primeiros seis meses, a maioria das pessoas melhora com estas injeções, muitas veze sendo necessária apenas uma. 

A imobilização do polegar e do punho permite uma melhor recuperação.

Em casos mais graves, poderá ser necessária a cirurgia. Esta permite a abertura da bainha aliviando a pressão sobre o tendão.

A fisioterapia irá permitir a recuperação da força e da mobilidade da articulação do punho.

É importante evitar movimentos repetitivos e modificar os gestos de modo a reduzir a pressão sobre o punho.

Devem ser feitas pausas ao longo de uma atividade repetitiva.

Fontes

American Academy of Family Physicians

Mayo Clinic

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