Artroscopia do Joelho e Tornozelo

O que é?
Indicações
Cirurgia do Joelho
Cirurgia do Tornozelo

Técnica cirúrgica minimamente invasiva, que permite explorar e tratar as lesões encontradas e previamente diagnosticadas no interior das articulações, por 2 ou 3 pequenas incisões de 1 a 1,5 cm, utilizando uma câmara de imagem e instrumentos específicos.

Este método de tratamento permite pela menor agressividade obter um pós-operatório com menos dor, menos riscos e complicações, portanto com uma reabilitação mais fácil e curta e um período de internamento reduzido.

Esta cirurgia é habitualmente realizada com anestesia loco-regional, em função da vontade do doente e da avaliação em consulta de Anestesiologia

 

Diagnóstica: Atualmente raramente realizada somente com este intuito, excepto em casos de diagnóstico inconclusivo pela clínica e exames complementares perante a persistência das queixas. Neste contexto o tratamento cirúrgico será realizado no mesmo tempo operatório, em função da patologia detetada intra-operatoriamente.

 

Os meniscos são estruturas que estão interpostas entre o fémur e a tíbia e funcionam como “amortecedores e distribuidores de carga“. Na sua ausência, ocorre desgaste da cartilagem articular com evolução para artrose, a longo prazo.

São estruturas com terminações vasculares e nervosas na sua periferia, que provocam dor quando se rasgam e são “entaladas“ dentro da articulação, nos movimentos de rotação e agachamento. Quanto maior a mobilidade ou instabilidade dos fragmentos rasgados, mais frequente e intensa a dor.

As lesões mais frequentes do joelho são as roturas meniscais, podendo ser efetuadas meniscectomias/resseções parciais ou suturas/reparações meniscais.

O transplante meniscal é a colocação de um menisco de cadáver para reconstruir um menisco ausente ou insuficiente depois de uma meniscectomia total. Tem indicação restrita, nos grupos etários abaixo dos 50 anos e perante a existência de queixas dolorosas e de avaliação por ressonância magnética (processo degenerativo pré-artrose).

A cartilagem é um tecido que permite o movimento das articulações sem atrito. O seu desgaste, fratura ou alteração estrutural (condromalácia) origina dor e derrame articular. A artroscopia permite tratar estas lesões, mas este tecido não cicatriza como cartilagem igual à existente. Em vez disso, o organismo produz fibrocartilagem, que preenche a zona de lesão.

Nas lesões da cartilagem realizam-se técnicas de regularização de fragmentos instáveis, técnicas de estimulação de regeneração a partir das células mesenquimatosas (microfraturas) e mosaicoplastia (transplante de cartilagem). Esta última técnica obriga, muitas vezes, à realização de cirurgia aberta (com incisão alargada) para a obtenção de um bom resultado clínico.

Através da artroscopia podem também realizar-se sinovectomias (excisão da membrana de revestimento do interior do joelho, em casos de inflamações crónicas), alectomia externa (secção da asa externa da rótula em casos de desgaste de cartilagem, por mau alinhamento da rótula), remoção de corpos livres e artrolise do joelho (libertação das aderências intrarticulares para ganho de mobilidade articular, em casos de rigidez).

Nesta articulação esta técnica permite igualmente realizar sinovectomias, tratamento de lesões da cartilagem, remoção de corpos livres intrarticulares, artrodese (fixação da articulação complementada com parafusos), artrolise (libertação de aderências e fibrose intrarticular para ganho de amplitude articular diminuída) e excisão de osteófitos / “bicos de papagaio” (nos casos de conflito ósseo).