Linfoma de Hodgkin na CUF

Tratamento com taxa de sobrevivência superior às médias nacional e EUA

Um estudo referente ao período entre 2005 e 2021, baseado em dados do registo oncológico nacional, revela que a taxa de sobrevivência a cinco anos dos doentes com Linfoma de Hodgkin tratados na rede CUF é de 92%, valor superior ao registado em Portugal e EUA (em todos os casos dados populacionais agregados).

O Linfoma de Hodgkin é um tipo de cancro do sistema linfático pouco frequente - em Portugal cerca de 300 a 350 novos casos por ano -, que afeta maioritariamente jovens, com uma mediana de idades a rondar os 30 anos. Por ser uma patologia que beneficia de tratamentos altamente eficazes e padronizados, como o regime ABVD (utilizado em mais de 90% dos casos), o sucesso no seu tratamento é frequentemente apontado na comunidade médica como um indicador crucial da qualidade dos cuidados oncológicos de uma instituição.

 

Resultados que refletem rigor e excelência

A análise de uma amostra de 126 doentes acompanhados na CUF entre 2005 e 2021, abrangendo todas as idades e estádios da doença, demonstra resultados impressionantes:

  • Sobrevivência a 1 ano (12 meses): 97%
  • Sobrevivência a 3 anos (36 meses): 93%
  • Sobrevivência a 5 anos (60 meses): 92%

Para contextualizar estes números, os dados do Registo Oncológico Nacional (RON) referentes a doentes diagnosticados em Portugal em 2019 indicam uma taxa de sobrevivência a cinco anos de 83,4%. Nos Estados Unidos, a plataforma SEER (Surveillance, Epidemiology, and End Results Program) regista uma taxa de 89% para o período entre 2015 e 2021.

 

O valor do trabalho multidisciplinar na rede CUF

Estes indicadores evidenciam a eficácia e a precisão do trabalho desenvolvido no seio da rede CUF. Como explica João Paulo Fernandes, Coordenador de Hematologia do Hospital CUF Descobertas, Hospital CUF Santarém e Hospital CUF Torres Vedras (OM 24681), este desempenho é o "resultado de práticas estáveis e rigorosas, levadas a cabo por equipas altamente competentes e multidisciplinares". O acompanhamento destes doentes envolve uma resposta integrada que articula médicos hematologistas, enfermeiros, patologistas, imagiologistas, especialistas em Medicina Nuclear, Radio-Oncologia e Farmacêuticos. Esta abordagem multidisciplinar garante não só a precisão e a rapidez no diagnóstico, mas também a execução rigorosa dos tratamentos de quimioterapia e radioterapia necessários.

A CUF reafirma, assim, o seu compromisso contínuo com a inovação, a segurança clínica e a prestação de cuidados de saúde de excelência em Oncologia, oferecendo aos seus doentes as melhores referências de tratamento a nível internacional.