Como lidar com a fadiga associada ao cancro

Cancro
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A fadiga associada ao cancro é comum em doentes a fazer tratamento oncológico e não melhora apenas com repouso. Saiba o que está ao seu alcance fazer.

A fadiga relacionada com o cancro define-se como uma “sensação desconfortável, persistente e subjetiva de cansaço ou exaustão física, emocional e/ou cognitiva relacionada com o cancro ou com o seu tratamento. A fadiga relacionada com o cancro não é proporcional à atividade realizada e habitualmente interfere com a mesma”, lê-se em NCCN Clinical Practice Guidelines in Oncology (2019) Cancer Related Fatigue.

É um sintoma comum em pessoas com cancro, nomeadamente nas que fazem tratamentos antineoplásicos (quimioterapia, radioterapia e transplante de medula óssea). Quando comparada com a fadiga em pessoas saudáveis, a fadiga associada ao cancro é mais severa e não melhora apenas com o repouso.

 

Principais causas da fadiga

Algumas das causas da fadiga, que podem ocorrer em simultâneo são:

  • Anemia
  • Dor
  • Distúrbios de sono
  • Stress e ansiedade
  • Desnutrição
  • Efeitos secundários do tratamento e/ou o uso prolongado de corticosteroides

 

Possíveis sintomas de fadiga

A fadiga é um dos sintomas mais incapacitantes relatados pelas pessoas com cancro, mas é também pouco reportada. Dado o seu difícil diagnóstico, é fundamental que comunique possíveis sintomas de fadiga à sua equipa de saúde.

Alguns dos sintomas que os doentes poderão manifestar são:

  • Cansaço ou exaustão que não recupera com repouso
  • Aumento da distração e esquecimentos
  • Dificuldade de concentração e memorização
  • Instabilidade emocional e exaustão mental
  • Pouca vontade de socializar/isolamento

 

Para prevenir a fadiga associada ao cancro

Prevenir a fadiga é a melhor forma de intervenção. Tenha em atenção quais os fatores que, para si, mais podem contribuir para aumentar os níveis de fadiga (alterações nutricionais, stress, insónias, efeitos secundários dos tratamentos) e aconselhe-se junto da sua equipa de saúde. Podem ser utilizadas medidas farmacológicas e não farmacológicas no controlo da fadiga.

Se sentir fadiga, procure fracionar as suas tarefas diárias e faça pequenos momentos de repouso, mas mantenha, sempre que possível, a sua atividade. A prática regular de exercício físico demonstra excelentes resultados na melhoria da fadiga e da qualidade de vida. Se for possível, faça caminhadas diárias e exercício aeróbico algumas vezes por semana (consultando previamente a sua equipa de saúde). Algumas atividades e intervenções também demonstram bons resultados no alívio da fadiga, como prática de ioga, atividades psicossociais, musicoterapia, mindfulness, apoio nutricional e psicológico e otimização do sono. Informe-se junto do seu médico ou enfermeiro assistentes sobre que tipo de atividades são aconselhadas.

Publicado a 09/05/2014
Doenças