Artrose do polegar

O que é?
Sintomas
Causas
Diagnóstico
Tratamento
Prevenção

A artrose é uma doença que causa inflamação, rigidez e destruição das articulações. Numa articulação normal a cartilagem recobre as extremidades ósseas permitindo-lhes moverem-se suavemente e sem dor.

A articulação da base do polegar é formada por um dos ossos do carpo (trapézio) e o primeiro dos três ossos do polegar (Metacárpico). Esta articulação (trapézio-Metacárpica) permite a mobilidade e a preensão do polegar com os outros dedos. Na osteoartrose, a camada de cartilagem deteriora-se e os ossos roçam entre si. Frequentemente afeta a articulação da base do polegar, também chamada trapézio-metacárpica. A artrose trapézio-metacárpica (Rizartrose) vai lentamente destruindo a articulação. A Rizartrose é mais frequente nas mulheres com mais de 40 anos, mas qualquer pessoa pode tê-la. Geralmente atinge ambos os polegares.


 

O sintoma mais frequente é a dor na base do polegar. Pode sentir-se quando se pega em qualquer objeto entre o polegar e os dedos, quando se tenta abrir uma porta, rodar uma fechadura ou pode-se deixar cair coisas. O tempo também pode agravar as dores. A articulação pode inflamar e ir ficando cada vez mais rígida ou deformada.

Os topos dos ossos estão cobertos pela cartilagem. Esta cobertura atua como uma almofada, permitindo aos ossos moverem-se suavemente. A artrose destrói a cartilagem e os ossos passam a mover-se um contra o outro quando se mexe o polegar, tornando-se a articulação inflamada e dolorosa. Com o tempo os ossos podem colapsar ou luxar, provocando deformação e rigidez não permitindo esticar o dedo. A artrose trapézio-metacárpica resulta do desgaste da articulação. A sua ocorrência mais frequente numa idade mais jovem dá-se se houve traumatismo com lesão de ligamentos ou fratura do polegar. Movimentos repetitivos de pinça, torção ou de rolar objetos entre o polegar e os dedos podem agravar a artrose.

O médico pode diagnosticá-la pela deformação e mobilidade do polegar. Pode ainda pedir uma radiografia para ver o grau de destruição da articulação. O tratamento vai depender da dor e do grau de envolvimento articular.

Tratamento não cirúrgico

Se a artrite for diagnosticada numa fase inicial da doença, pode responder favoravelmente a um tratamento não cirúrgico. O médico poderá colocar uma tala para imobilizar o polegar durante um período de três a seis semanas. Isto limita o movimento e reduz a inflamação. Poderá ser associada a toma oral de um anti-inflamatório, como a Aspirina ou o Voltaren. Se os sintomas não melhorarem, o profissional de saúde ponderará uma injecção articular de um anti-inflamatório, como a cortisona. Se o tratamento não cirúrgico não aliviar a dor e a rigidez, ou se a artrite já está numa fase mais avançada com destruição articular, o médico poderá indicar a consulta de um especialista em cirurgia da mão, para avaliar a situação e qual a técnica mais correta para cada caso.

 

Tratamento cirúrgico

Se o especialista em cirurgia da mão aconselhar a cirurgia, a articulação doente será removida, normalmente com a extração da base do 1.º metacárpico e do trapézio. A reconstrução efetua-se com uma prótese ou com um enxerto de tendão retirado do antebraço e punho. Este tipo de cirurgia pode ser efetuado sob anestesia geral (o que implica 24 horas de internamento) ou sob anestesia loco regional do plexo branquial, em que só o braço fica anestesiado (o que não implica internamento).

 

A recuperação

Inicialmente a mão fica com um penso relativamente volumoso e com uma tala. Depois de retirar os pontos ficará apenas com uma tala para imobilização do polegar durante um total de seis semanas, desde a data da cirurgia. Esta irá manter o polegar estável enquanto se dá a cicatrização. Logo que for retirada, o cirurgião dá indicações sobre os movimentos a efetuar e enviará o paciente a um fisioterapeuta para o ajudar na mobilidade, tornando a nova articulação mais flexível e os músculos mais fortes e elásticos. Levará algum tempo até recuperar o uso pleno do polegar. Uma vez regenerado, o doente terá pouca ou nenhuma dor – desde que não exagere as atividades com o seu polegar. Há que garantir que continua a fazer os exercícios prescritos pelo cirurgião ou terapeuta da mão, para melhorar a nova articulação. O polegar poderá nunca recuperar totalmente, como um dedo novo, mas ser-lhe-á possível retomar a maioria das suas tarefas diárias praticamente sem queixas.

Para se conseguir atrasar a evolução de uma artrose são fundamentais todas as medidas que evitem a sobrecarga ou o mau uso da articulação.