Alzheimer

O que é?
Sintomas
Causas
Diagnóstico
Tratamento
Prevenção

A doença de Alzheimer constitui numa alteração neurológica que causa perda de memória e declínio cognitivo progressivos. Atualmente é o tipo de demência mais comum, sendo responsável por 60% a 80% dos casos nos Estados Unidos: em 2013, 6,8 milhões de pessoas foram diagnosticadas com demência, dos quais cinco milhões classificados como Alzheimer. Em 2050, espera-se que os números dupliquem.

A doença de Alzheimer, de instalação insidiosa e progressão lenta, afeta, primeira e predominantemente, a memória episódica, com o doente a começar a ter dificuldades em lembrar-se de fragmentos recentes da sua vida (onde coloca os objetos, os recados, o que comeu no dia anterior, em que dia do mês está).

À perda de memória vão-se juntando lentamente outros sintomas característicos:

  • Dificuldade em reconhecer pessoas
  • Discurso mais pobre e entrecortado à procura de palavras
  • Orientação em espaços fica cada vez mais difícil
  • Com o tempo começam também a surgir as primeiras alterações do comportamento, sendo frequentes as alucinações visuais e a atividade delirante (o doente achar que o roubam ou perseguem), resultando em agitação e agressividade

Este conjunto de dificuldades aumenta até ser suficiente para a pessoa deixar de viver de forma autónoma, tendo que ser ajudada em tarefas antes realizadas de forma natural, como cozinhar, vestir-se, lavar-se, lidar com eletrodomésticos ou dinheiro.

Tal como nos outros tipos de demência, trata-se de uma doença neuro degenerativa, o que significa que há perda progressiva de células cerebrais ao longo do tempo: o tecido cerebral tem cada vez menos células nervosas e vão-se perdendo as conexões entre elas.

O exame neurológico é tipicamente normal nas fases iniciais, tal como os exames de imagem que, se não forem também regulares, mostram apenas atrofia dos hipocampos, formações anatómicas existentes na parte interna dos hemisférios cerebrais que têm um papel fundamental na consolidação e evocação de novas memórias. Em fases mais avançadas, os doentes desenvolvem muitas vezes sinais de Parkinson (lentidão e rigidez) e os testes mostram atrofia de todo o cérebro.

Não há cura conhecida, já que a morte das células cerebrais não pode ser revertida. No entanto, existem intervenções terapêuticas que melhoram a vida dos doentes e facilitam o controlo da demência, incluindo:

  • o controlo de outras patologias concomitantes 
  • a terapia ocupacional
  • o envolvimento em grupos e serviços de apoio
  • a terapêutica medicamentosa: fármacos que podem reduzir os sintomas e ajudar a melhorar a qualidade de vida dos pacientes- inibidores da colinesterase (donepezilo, rivastigmina, tacrina) e memantina.

Os cuidados de apoio nas atividades diárias tornam-se mais importantes à medida que a pessoa é menos capaz de viver de forma independente.

Existem fatores de risco que não podem ser prevenidos como o envelhecimento, uma história familiar de Alzheimer e a genética. No entanto, há alguns fatores ​​que podem ajudar a prevenir a doença:

  • a atividade física regular
  • a prevenção e tratamento das doenças cardiovasculares (sobretudo o controle da pressão arterial)
  • a prevenção e tratamento da diabetes, da obesidade e tabagismo

Em geral, uma dieta variada e saudável e permanecer mental e socialmente ativo pode reduzir o risco de doença de Alzheimer.

Fontes:

Medical News Today

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