O seu filho vai fazer o teste da COVID-19?

Bebés e crianças
COVID-19
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Explicar à criança o que vai acontecer pode ser a melhor estratégia para combater o receio que esta possa sentir por ter de fazer o teste da COVID-19.


O teste da COVID-19 pode ser motivo de receio para qualquer pessoa que tenha de o fazer. Enquanto os adultos podem conseguir compreender o porquê de terem de se submeter ao teste e conseguem lidar com o possível desconforto que possa provocar, para as crianças poderá ser mais difícil gerir esse medo. É por isso que é tão importante que os pais esclareçam todas as suas dúvidas antes da data do teste da COVID-19, recorrendo a uma linguagem simples, direta e adequada à idade da criança.

 

Explique o que é a COVID-19

Para que a criança perceba a importância do teste, é importante que saiba o que é a COVID-19. Os pais poderão explicar-lhe que é um vírus - ou um micróbio muito pequenino que as pessoas podem transmitir umas às outras - novo, que pode deixar-nos doentes, provocando sintomas como febre, tosse e congestão nasal.

Como é novo, significa que os médicos e os cientistas ainda estão a aprender sobre ele, incluindo como é que pode afetar as diferentes pessoas e em que consiste o tratamento desta infeção.

Pode até jogar um jogo para saber mais sobre o assunto, de uma forma lúdica com linguagem simples e acessível (como os que pode encontrar no site da DGS sobre a COVID-19).

 

“Porque é que tenho de fazer o teste?”

Acima de tudo, a criança deve ter a consciência de que o teste da COVID-19 não se trata de um castigo por alguma coisa que ela possa ter feito mal. É, sim, um procedimento essencial para perceber se está tudo bem com o seu corpo e eventualmente detetar a presença do vírus responsável pela COVID-19.

Explique-lhe ainda que há pessoas que têm o vírus, mas não manifestam qualquer sintoma. Isto não significa que não podem transmiti-lo a outras pessoas.

 

Se a criança sentir medo

Conforte a criança e diga-lhe que se sentir medo não faz mal. É normal sentir medo e a criança não precisa de ter vergonha pois todos o sentimos. Neste caso, conversar sobre o assunto pode ajudar a enfrentar o medo, “a sermos mais fortes do que ele”! 

 

Estratégias para ajudar a criança a vencer o medo

  • Antes de começar, escolher uma música ou um vídeo para ver durante o exame e distrair a cabeça.
  • Desafiar a criança para fazerem em conjunto duas respirações profundas antes, enquanto contam até cinco!
  • A criança pode levar o boneco preferido para abraçar ou uma bola ou um objeto anti-stress feito por si e pelo seu filho antes do exame (por exemplo: uma luva de látex cheia de pasta de dentes).

 

Passo a passo do teste da COVID-19

Saber como vai decorrer todo o procedimento e o que a espera pode ajudar a criança a lidar melhor com o seu receio. Responder às perguntas e dúvidas que a criança coloca é também a ideia-chave para lhe dar maior segurança e encorajá-la. Enquanto adultos, nunca devemos esquecer que, muitas vezes, informação a mais não só é desadequada como pode aumentar ainda mais a ansiedade.

Explique ao seu filho que quando chegarem ao local onde vai ser realizado o teste serão recebidos por uma pessoa que estará a usar uma bata por cima da sua roupa, luvas e máscara - pode até mostrar-lhe algumas fotos. Este equipamento não é assustador e é muito importante para manter todas as pessoas o mais seguras possível durante o teste.

Diga-lhe ainda que é fundamental que permaneça muito quieto - como fazer o “jogo da estátua” - durante o teste, inclinando a cabeça para o teto.

Depois, um enfermeiro ou outro técnico vai inserir uma espécie de cotonete e pode sentir comichão. Sugira: “se estiveres quieto e contares até 10 será mais rápido”.

 

E depois do teste?

Conte ao seu filho que o cotonete será colocado numa espécie de computador que vai procurar sinais do vírus responsável pela infeção por COVID-19. Um a dois dias depois sairá o resultado do teste e os pais ficarão a saber se a criança está ou não infetada.

 

Nota

Estas sugestões são mais ajustadas à idade escolar. Na idade pré-escolar, o mais ajustado é incluir brincadeiras, imagens ou histórias que envolvam uma componente lúdico-pedagógica.