Alimentação e birras

Como atuar?
Alimentação
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E agora, hora de refeição, momento de prazer ou batalha? Depois de meia dúzia de refeições com “suor e lágrimas”, a hora da refeição pode tornar-se um tormento

A alimentação não é apenas uma questão de nutrição, deverá ser também um momento de prazer! Mas nem sempre assim acontece.

 

O caminho é não desistir e acreditar que vamos conseguir

Hoje poderemos conquistar uma, duas colheres, amanhã serão mais com certeza.

Claro que devemos assegurar o crescimento e aumento de peso dos nossos filhos. Poderemos até recorrer a este ou aquele alimento preferido, mas sempre depois da sopa, carne ou peixe e fruta.

Quando a criança não tem qualquer perturbação neuro motora, não há razão para que não coma conforme o plano alimentar orientado pelo pediatra.

 

A partir de um ano de idade, a criança está preparada para experimentar “comida da panela”, desde que pouco condimentada e devidamente partida em pedaços muito pequenos e/ou esmagada.

Mastigar é importante para o desenvolvimento facial equilibrado e linguagem.

Alimentação para a criança deverá ser momento de prazer e aprendizagem.

Durante a alimentação, sabores, odores e texturas integram-se, originam uma resposta motora para a mastigação e deglutição.

 

Para algumas crianças este processo é fácil e natural, para outras esta mistura de sabores, odores e texturas provocam reações, cujas respostas, poderão ir desde, encerrar a boca, colar a língua ao céu da boca, não engolir ou até mesmo provocar o vómito.

A criança está a descobrir os sabores e preferências, por isso, gostar mais deste ou daquele alimento é natural. De entre todos os que detesta, com certeza que haverá este ou aquele que apenas gosta menos.

 

Dicas para a hora da refeição

  • Não faça das refeições uma batalha, se pensa que vai correr mal, isso vai estar espelhado no seu tom de voz, na expressão facial e corporal.
  • As birras também fazem parte do crescimento, na hora da refeição a criança tem todas as atenções viradas para si, poderá ser o momento ideal para mostrar que pode tomar decisões.
  • Criança e pais devem de estar tranquilos nesse momento, de preferência, o espaço de refeição não deve ter televisão ou estar desligada.
  • Devem-se evitar fatores de stress antes e durante a refeição.
  • Sempre que possível, todos os elementos da família devem estar juntos à mesa, a refeição passa a ser um momento de prazer e convívio.
  • Os pais deverão introduzir nos seus hábitos alimentares, a sopa, o prato e fruta. Alimentarmo-nos bem faz parte de um ritual para todos e não só para a criança.
  • Deixe a criança mexer na comida, sujar-se faz parte do crescimento, está a promover autonomia e o sentido do tato leva informação importante ao cérebro sobre a textura e prepara a recepção da comida na cavidade bocal.
  • Para crianças que provocam vómito frequentemente, deve-se colocar pouca comida de cada vez na boca e usa-se apenas uma pequena parte da colher. Grande quantidade de comida e a introdução de toda a colher na boca podem ajudar a provocar o vómito.
  • Deixe a criança saborear a comida, o facto de queremos despachar a refeição, para que o momento de terror termine rápido, poderá não ajudar a criança a aprender a comer.
  • Se a criança comeu pouco ou mesmo nada, não deve sair de imediato da mesa, mas esperar que todos terminem a refeição pode ser demasiado tempo. O tempo em que fica à mesa deve ser ajustado ao limite de resistência à frustração de cada criança.
  • Reforçar de imediato a refeição com um alimento preferido, só porque ficou mal alimentada, pode estar a ensinar à criança que não comer sopa, peixe ou carne e fruta, não é assim tão importante.
  • Castigos relacionados com a comida devem ser evitados.