Polimialgia

O que é?
Sintomas
Causas
Diagnóstico
Tratamento

A polimialgia reumática é uma doença reumática inflamatória relativamente comum e afeta maioritariamente pessoas com mais de 50 anos de idade. Contudo, é a partir dos 70 anos que os sintomas se começam a manifestar. Esta doença afeta mais as mulheres do que os homens e é mais frequente em pessoas caucasianas.

O doente de polimialgia reumática tem como principal sintoma dor intensa na zona dos ombros, cervical e ancas. Geralmente, o seu surgimento é relativamente rápido e limita consideravelmente a sua vida, podendo impedir a pessoa de realizar tarefas simples. É também comum uma sensação de rigidez matinal (dificuldade em começar a movimentar-se de manhã ao acordar), em que gestos como erguer os braços no ar, levantar-se da cama ou de uma cadeira, vestir-se ou calçar-se tornam-se difíceis, mas que tende a melhorar com o passar das horas.

Embora menos comum, alguns doentes poderão ter sintomas como:

  • Dor e edema (inchaço) nas articulações das mãos e punhos
  • Perda de apetite
  • Perda de peso
  • Cansaço maior que o habitual
  • Depressão
  • Febre, geralmente baixa

Em alguns casos (cerca de 15%), associada à polimialgia reumática os doentes podem desenvolver arterite de células gigantes onde é frequente a perda de visão. É por isso importante que estejam atentos a alterações a nível da visão, como uma perda visual súbita. Este sintoma é motivo para visitar rapidamente o seu médico assistente.

Não são conhecidos os fatores que levam ao desenvolvimento desta doença (é também por isso que não é possível preveni-la), mas sabe-se que não surge como efeito lateral de fármacos. 

O facto de os seus sintomas surgirem de forma repentina sugere a possibilidade de serem causados por uma infeção, mas até agora não foi possível identificar uma.

O diagnóstico de polimialgia reumática é difícil e depende da interpretação dos sintomas do doente, alterações no exame físico e resultados de alguns meios complementares de diagnóstico por um médico reumatologista, especialista em doenças das articulações, músculos e ossos.

Não existem testes ou exames que permitam isoladamente fazer o diagnóstico desta doença e, assim, este baseia-se num conjunto de dados clínicos, laboratoriais (como análises ao sangue, em que podem ser detetados níveis de inflamação anormalmente elevados) e, por vezes, imagiológicos, como a ecografia ou ressonância magnética.

No entanto, por ser uma doença de difícil diagnóstico, é importante excluir outros problemas de saúde, como a artrite reumatoide.

A base do tratamento da polimiagia reumática são os corticoides em dose baixa, que vai sendo reduzida gradualmente, até ser atingida a dose eficaz mais baixa possível. Esta redução na medicação poderá resultar num agravamento dos sintomas, sendo necessário voltar a aumentá-la. Se após alguns meses de tratamento não for possível adotar uma dose baixa de corticoides, o médico poderá associá-los a outros medicamentos.

O tratamento costuma durar entre 18 a 24 meses e logo após alguns dias a maioria dos doentes refere uma melhoria dos sintomas. Se esta não se verificar após duas a três semanas, o médico assistente deve suspeitar de um diagnóstico alternativo.

Medicamentos anti-inflamatórios não esteroides, como o ibuprofeno ou naproxeno, não são eficazes no tratamento da polimialgia reumática.

 

Como lidar com a polimialgia reumática?

  • Manter-se ativo, encontrando o equilíbrio certo entre atividade física e descanso. Demasiado exercício físico pode agravar os sintomas, mas, na medida certa, ajuda a melhorar a dor e a rigidez. A fisioterapia é uma boa opção, pois ajuda a reduzir a dor e a manter a mobilidade. 
  • Tomar um banho quente ao acordar, que ajuda a acalmar a dor e rigidez.
  • Reforçar a ingestão de cálcio, pois o tratamento pode comprometer a quantidade necessária que o nosso corpo tem deste nutriente.
  • Expor-se ao sol com algumas zonas de pele descobertas. A luz solar é a melhor fonte de vitamina D, que favorece a absorção de cálcio.
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