Fadiga

O que é?
Sintomas
Causas
Diagnóstico
Tratamento
Prevenção

A fadiga pode ser descrita como uma falta de energia e de motivação, tanto física como mental.

Pode afetar praticamente qualquer pessoa de um modo temporário. Nesses casos, é simples identificar a causa e tratá-la ou resolvê-la. A fadiga crónica tende a ser duradoura e mais profunda, além de atingir todos os aspetos da vida das pessoas, com importante impacto nas áreas emocional e psicológica.

Importa não confundir fadiga com sonolência, embora a primeira se possa acompanhar de vontade de dormir. No caso crónico, para além do sono, identifica-se uma ausência de motivação para fazer seja o que for. Com frequência, esta perturbação é um sintoma de um problema médico que deve ser diagnosticado e tratado. Na maioria dos casos a sua origem reside num ou mais hábitos ou rotinas que podem ser identificados e modificados.

Embora seja difícil avaliar quantas pessoas sofrem de fadiga crónica ou fibromialgia, sabe-se que afeta cerca de 2% a 8% da população adulta. Sendo que entre ela, 80% a 90% são mulheres com idade entre os 30 e os 50 anos.

Desde uma sensação de fraqueza a um cansaço constante ou falta de energia. Se a sua causa for uma doença orgânica (pulmão, coração, anemia), surgem igualmente os sintomas característicos dessa enfermidades, que tornam o diagnóstico mais fácil. De facto, a fadiga deve ser sempre considerada e avaliada no contexto do paciente como um todo.

Seria impossível descrever todas as potenciais causas de fadiga. No entanto, identificar a sua origem é um passo essencial para se poder abordá-la e tratá-la. Pode residir em fatores relacionados com o estilo de vida, como o consumo excessivo de álcool ou cafeína, atividade física em excesso ou, pelo contrário, a inatividade, a falta de sono, alguns medicamentos (anti-histamínicos, anti-tússicos, fármacos para a pressão arterial, antidepressivos) e maus hábitos alimentares. Acredita-se que resulte também de uma condição psicológica, como a ansiedade, a depressão, o luto ou o stress.

No que se refere a doenças orgânicas, algumas das que mais se associam a fadiga são a falência hepática, a anemia, o cancro, a doença renal crónica, a doença pulmonar obstrutiva crónica, o enfisema pulmonar, as doenças da tiroide, a obesidade, a apneia do sono e a diabetes.

Não existe um diagnóstico padrão para a fadiga. É necessário fazer a história clínica detalhada do paciente e, sempre que necessário, realizar exames complementares de diagnóstico em função de cada caso.

Sendo, quase sempre, um sintoma de uma condição médica subjacente, o seu tratamento implica o diagnóstico e abordagem dessa base, seja ela física, psíquica ou mista.

O tempo para recuperação da fadiga após o tratamento da condição que lhe deu origem varia de modo significativo. Em alguns casos, pode ser quase imediato, como acontece com a anemia, noutros pode demorar semanas, como ocorre com algumas infeções virais.

A sua prevenção não é aplicável de um modo genérico, dadas as múltiplas causas possíveis que a podem desencadear. Vale a pena sublinhar que, quando mais precoce for identificada e abordada a sua origem, mais depressa e completo é o seu controlo.

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