Fratura da coluna

O que é?
Sintomas
Causas
Diagnóstico
Tratamento
Prevenção

A coluna é composta por vértebras que criam as curvas naturais das costas. Entre elas há discos intervertebrais que atuam como amortecedores dos impactos e possibilitam os movimentos da coluna. Músculos e ligamentos ligam as vértebras e permitem o movimento, fornecendo suporte e estabilidade. Cada vértebra tem uma abertura (forâmen) no centro, alinhando-se para formar o canal medular. Protegidas pelas vértebras, a espinal medula e outras raízes nervosas viajam pelo canal medular. Os nervos ramificam-se a partir da coluna, transmitindo mensagens entre o cérebro e os músculos.

Outras articulações vertebrais como as facetas ósseas asseguram os movimentos e a rotação vertebral.

A coluna vertebral divide-se em 3 segmentos: cervical, torácica e lombar.

As fraturas vertebrais mais comuns ocorrem na coluna torácica e lombar. Uma fratura da coluna vertebral é uma lesão grave, geralmente causada por um acidente automóvel, queda ou outro acidente de alta impacto. A energia necessária para fraturar severamente a coluna também pode causar lesões na espinal medula ou outros danos que requerem tratamento adicional. Os homens experimentam fraturas da coluna torácica ou lombar quatro vezes mais frequentemente do que as mulheres, e os idosos com osteoporose também correm maior risco.

A dor e a alteração da mobilidade, associada ou não a alterações neurológicas, são as principais manifestações da doença. A dor moderada a grave nas costas piora com o movimento. Se a espinal medula estiver envolvida, também pode ocorrer dormência, formigueiro, fraqueza ou disfunção intestinal/urinária.

São normalmente causadas por trauma de alto impacto, como um acidente de automóvel, queda de uma grande altura ou acidente desportivo. Osteoporose, tumores ou outras condições subjacentes que enfraquecem os ossos também podem originar fraturas, mesmo durante as atividades diárias normais. Existem vários tipos e a sua classificação é baseada no padrão da lesão e se a espinal medula também foi ou não atingida.

O médico realiza um exame completo do crânio, do tórax, do abdómen, da região pélvica, dos membros e da coluna vertebral. A avaliação neurológica avalia a mobilidade e sensibilidade do paciente bem como a capacidade para identificar a posição de todos os membros. Testar os seus reflexos ajuda a determinar se houve alguma lesão na espinal medula ou nos nervos periféricos. 

Após o exame físico, é necessária uma avaliação radiológica. Dependendo da extensão das lesões, pode incluir Raio X, tomografia computadorizada, e ressonância magnética de várias áreas, incluindo da coluna torácica e lombar. O médico identifica o padrão da fratura, qual o melhor tratamento e se a cirurgia é necessária.

O tratamento cirúrgico consiste na instrumentação (com parafusos e barras) dos níveis adjacentes. Pode ser necessário substituir a vértebra fraturada por um implante (espaçador) para recuperar a sua altura. Nas originadas por osteoporose o procedimento cirúrgico implica o uso de cimento ósseo dentro do corpo vertebral, através de uma técnica percutânea (introdução de uma canula(s), por uma pequena incisão na pele, com um balão(s) que expande e permite a aplicação de cimento ósseo para preencher o espaço). Este procedimento é realizado sob anestesia geral, em regime de internamento de quatro a sete dias.

A prevenção passa por medidas que evitem as principais causas de impacto que podem lesar a coluna, nomeadamente ao nível da condução segura com cinto de segurança, prevenção das quedas e a utilização de equipamento adequado na prática desportiva-equitação, alpinismo, escalada.

Os alertas sobre mergulhos em águas baixas e desconhecidas, o cuidado no uso de trampolins e uso de capacete em bicicletas são alguns exemplos de prevenção das fraturas.

A prevenção da osteoporose é fundamental na saúde da sua coluna.

Fontes:

Shoreline Orthopaedics