Fascite plantar

O que é?
Sintomas
Causas
Diagnóstico
Tratamento
Prevenção

A fáscia plantar é uma banda espessa e forte, que se estende da parte inferior do osso do calcanhar (calcâneo) até aos dedos dos pés, comportando-se como um prolongamento do tendão de Aquiles. É pouco elástica e desempenha um papel importante na manutenção do arco do pé durante a marcha e o apoio. 

A fascite plantar define-se por uma retração dolorosa da fascia plantar com aumento da sua curvatura.

O sintoma típico é uma dor plantar no calcanhar, especialmente nos primeiros passos da manhã ou depois de estar sentado por algum tempo. A dor melhora progressivamente com a marcha, intensificando-se novamente ao fim do dia.

A fascite plantar  não tem necessariamente apenas uma causa. Vários fatores de risco podem aumentar a probabilidade de uma pessoa desenvolver esta condição. Entre eles incluem-se: 

  • Idade-mais frequente entre os 40 e 60 anos
  • exercícios como corrida, com impacto repetido na fascia plantar 
  • Pés planos (vulgarmente chamados de pés chatos), curvatura alta dos pés ou tensão dos músculos gémeos (também chamados da barriga da perna)
  • Excesso de peso, obesidade ou gravidez
  • Artrite
  • Estar em pé por longos períodos, muitas vezes com sapatos de salto alto

As mulheres são mais propensas do que os homens a sofrer desta condição quer pela gravidez quer pelo uso de calçado inadequado.

O diagnóstico é essencialmente clínico, no entanto a radiografia simples em carga, a ecografia e a Ressonância Magnética são meios importantes para auxiliar o diagnóstico, dando informação sobre o estado da fáscia plantar e estruturas envolventes.

O tratamento mais eficaz é o repouso com alívio da carga nos pés. A maioria dos casos tratam-se com tratamentos médicos não cirúrgicos ficando a cirurgia reservada para situações em que, apesar dos tratamentos, não se obtém resultados satisfatórias após um ano do início das queixas. 

Entre elas contam-se:

  • Utilização de dispositivos ortóticos como sapatos adaptados, palmilhas almofadadas e suportes para os calcanhares. 
  • Tala noturna: as pessoas geralmente dormem com os pés relaxados e a apontar para baixo. Nesta posição, o calcanhar relaxa, contraindo a fáscia plantar e os músculos gémeos o que aumenta a dor na curvatura do pé. A utilização de uma tala nocturna mantém o pé em flexão reduzindo a tensão muscular e na fáscia.
  • A fisioterapia pode ajudar a alongar os músculos para melhorar a amplitude de movimento, reduzir a dor, a inflamação e ajudar na cura.
  • O tratamente anti-inflamatório com corticoides na fáscia podem diminuir a dor e a inflamação.

A grande maioria (cerca de 80-90%) dos pacientes melhorará com este tratamento médico ao longo de meses. Se nenhum destes tratamentos surtir efeito, o médico pode recomendar a cirurgia. Apesar de ser uma cirurgia de baixo risco, podem ocorrer nalguns casos complicações como dor ou lesões nervosas. 

Existem duas opções principais:

  • A recessão do músculo gastrocnémio permite o alongamento dos músculos da região dos gémeos (barriga da perna) aumentando a amplitude do movimento no tornozelo e reduzindo o stress na fáscia plantar. Trata-se de uma cirurgia minimamente invasiva que pode reduzir o tempo de recuperação.
  • A fasciectomia que envolve um corte na fascia para reduzir a sua tensão. Pessoas com uma boa amplitude no tornozelo são os melhores candidatos para esse procedimento.

O aquecimento antes do início de qualquer atividade desportiva é essencial. É igualmente importante manter níveis adequados de atividade sem excesso de esforço ou sobrecarga.

A manutenção de um peso saudável ajuda a reduzir a pressão sobre os calcanhares.

Fontes:

Medical News Today