Ecografia Obstétrica

A Ecografia Obstétrica é um exame que permite ver o feto no interior do útero da mãe, através de ultrassons, inofensivos, tanto para o feto, como para a mãe.

É uma técnica que pode ser realizada por via vaginal e/ou abdominal (consoante a idade gestacional e as condições) e que permite a visualização do feto, placenta, líquido amniótico, cordão umbilical e estruturas pélvicas maternas.

De acordo com a com a Direção Geral de Saúde e a Comissão Técnica de Ecografia, numa gravidez de baixo risco, existem três exames ecográficos obrigatórios:

1º Trimestre
2º Trimestre Morfológica
3º Trimestre

Nesta ecografia é confirmado o tempo de gestação com elevada fiabilidade, pela medição do CCC (comprimento crâneo-caudal), avaliação da viabilidade do feto e sua frequência cardíaca, é estudada de forma básica, a anatomia (forma) externa e interna do feto, é realizado o rastreio biofísico de anomalias cromossómicas (ex: trissomia 21, 13, 18) e, através da avaliação de alguns marcadores ecográficos (translucência da nuca, ossos próprios do nariz, ductus venoso, ...) que, em conjunto com o exame bioquímico (análise de sangue), permite efetuar um cálculo de risco para anomalias cromossómicas com cerca de 95 % de taxa de deteção.

 

Nesta fase, o feto tem uma dimensão ideal para a avaliação com maior rigor da sua anatomia, pelo que o objetivo principal deste exame é a deteção de malformações congénitas. É avaliado também o crescimento fetal, pela medição do perímetro cefálico, perímetro abdominal e comprimento do fémur, assim como o líquido amniótico, placenta e cordão umbilical. Na maior parte dos casos é possível conhecer neste exame o sexo do bebé.

O principal objectivo deste exame é verificar o crescimento do feto e o seu bem-estar. O exame do 3º trimestre deverá também contemplar o estudo da anatomia fetal, dado que algumas malformações fetais podem ser diagnosticadas apenas nesta altura da gestação, enquanto outras estruturas já não são de fácil avaliação nesta fase, dadas a dimensão e postura do feto

Sempre que existam razões para duvidar da idade gestacional ou impossibilidade de a calcular, deve ser realizada uma Ecografia Obstétrica Precoce para datação da gravidez (habitualmente antes das 10 semanas). Este exame tem como objetivos:

  • Exclusão de uma gravidez extra-uterina (gravidez ectópica)
  • Confirmação do tempo de gestação,
  • Verificação do número de fetos presentes e a sua viabilidade.

Na maioria dos casos, esta ecografia é realizada por via vaginal, dada a melhor qualidade de imagem obtida por esta via.

A Ecografia Obstétrica 3D e 4D permitem observar o bebé a três dimensões (3D) e em tempo real (4D). Podem ser realizadas em qualquer fase da gravidez, embora seja mais comum a sua realização a partir das 26-28 semanas, pelo realismo das imagens obtidas. De notar que nem sempre se conseguem obter imagens do rosto fetal, cuja obtenção está limitada à posição do feto, quantidade de líquido amniótico e obesidade materna. São exames opcionais e nunca substitutos dos anteriores e por vezes importante como documentação de alterações morfológicas.

Em determinadas situações, poderá justificar-se a realização de mais Ecografias no decurso da gravidez, nomeadamente em situações de anomalia fetal diagnosticada, patologia materna (Diabetes, Hipertensão...), alterações no crescimento fetal ou da quantidade de líquido amniótico.

A Ecografia Obstétrica é um exame complementar de diagnóstico, útil e imprescindível na vigilância de todas as grávidas. Serve para supervisionar a evolução da gravidez, o bom desenvolvimento fetal e detetar eventuais anomalias no feto. Poderá existir a necessidade de outros exames complementares de diagnóstico para esclarecimento de situações clínicas suspeitadas/detetadas (Amniocentese, Biópsia de vilosidades coriónicas, Ecocardiograma fetal, Ressonância magnética fetal, ...).

 Apesar da melhoria técnica e constante formação dos médicos, este exame não garante 100% de certezas, pois existem limitações inerentes que podem originar a não deteção de uma anomalia ou a suspeita de uma anomalia inexistente, essas limitações são entre outras: a posição do feto, a quantidade de líquido amniótico, a obesidade materna.