Alta miopia

O que é?
Sintomas
Causas
Tratamento

A miopia é um erro refrativo encontrado frequentemente na população, em que se verifica uma desfocagem da imagem para longe. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), considera-se estar na presença de alta miopia quando o erro refrativo excede as 5 (cinco) dioptrias. Estima-se que a miopia e a alta miopia afetem 27% e 2,8% da população mundial, com tendência a aumentar. A OMS estima que, em 2050, a miopia e alta miopia afetarão, respetivamente, 52% e 10% da população mundial.

 

A alta miopia está associada a complicações, que incluem, entre outras: 

  • Degeneração macular miópica 
  • Descolamento de retina
  • Buraco macular
  • Schisis miópica (separação das camadas da retina macular)
  • Glaucoma 
  • Catarata 
  • Estrabismo

 

A alta miopia, por si só ou associada a uma destas patologias, pode levar à perda visual grave e irreversível.

O indivíduo míope consegue ver nitidamente de perto, mas tem dificuldade na visão de longe. 

A alta miopia é frequentemente diagnosticada durante a adolescência; pode levar a uma baixa de visão que não é corrigida por óculos, por atrofia da camada do olho responsável pela receção dos estímulos luminosos, o que se traduz em áreas de menor definição no campo visual.  Os doentes com alta miopia devem realizar exames oftalmológicos regulares para verificar a existência de danos oculares pois, em muitos casos, os sintomas não são evidentes. É, ainda assim, aconselhável uma auto-monitorização frequente de modo a identificar precocemente algumas das complicações.

 

Os sintomas que devem levar um alto míope a procurar uma observação oftalmológica são: 

  • Visualização de flashes de luz (fotopsias)
  • Visualização de moscas volantes (miodesópsias) 
  • Baixa de acuidade visual súbita 
  • Distorção de imagem súbita

 

Estes sintomas podem estar associados a um descolamento de retina ou neovascularização coroideia e necessitam de terapêutica dirigida.

Ainda não é completamente conhecida a origem da alta miopia. É reconhecida uma predisposição genética e é mais frequente em indivíduos com ascendência asiática. Pode fazer parte de outras doenças, como o glaucoma congénito, retinopatia de permaturidade, síndrome de Marfan e síndrome de Ehlers-Danlos, entre outras. A importância do ambiente em que o indivíduo se insere tem vindo a assumir maior relevância no desenvolvimento desta patologia. 

O erro refrativo pode ser corrigido através do uso de óculos, lentes de contacto ou cirurgia refrativa. As complicações da alta miopia podem necessitar de injeções intra-oculares, laserterapia ou cirurgia intra-ocular.

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