O papel da Imagem

Tecnologia e experiência, mais segurança no diagnóstico

No diagnóstico dos diferentes tipos de cancro, o uso de exames por imagem é fundamental para completar toda a informação que a sua equipa clínica necessita para construir o seu plano de tratamento.

Alguns exames utilizam a radiação como forma de captar imagens do seu corpo, tais como o raio-x ou a tomografia computorizada (TC). Outros como as ecografias ou a ressonância magnética (RM) recolhem imagem de outras formas e não usam radiação. Todos estes testes providenciam informações diferentes e, por isso, são complementares.

Para evitar o sobrediagnóstico e porque a sua segurança é a nossa maior preocupação, a sua equipa clínica encontrará  amelhor forma de captar imagens, com a menor radiação possível, sem comprometer a qualidade da informação necessária à avaliação do seu caso.

Exames realizados com radiação
Tomografia Computorizada

A Tomografia Computorizada, também chamada TAC ou TC, é uma tecnologia de imagem que usa um equipamento especial de raios X para obter um volume de dados do corpo que são depois processados por um computador para obter imagens dos órgãos internos do organismo.
A TC é particularmente útil para mostrar órgãos e tecidos, como o fígado ou os rins, com maior clareza e detalhe do que uma radiografia convencional. Muitas vezes é possível fazer um diagnóstico definitivo recorrendo a um exame de TC, não sendo necessário a realização de outros exames de diagnóstico.


A TC é um método de diagnóstico não invasivo e pode ser utilizada para estudar o coração e as artérias, os pulmões, os órgãos do abdómen, como o fígado, o baço, o pâncreas, os rins, a bexiga e o intestino, o crânio e o cérebro, a face, os seios perinasais, os ouvidos e o pescoço, a coluna, a bacia, os membros e as articulações.


Através de um exame de TC, um médico radiologista ou neurorradiologista pode descobrir as causas de sintomas, permitindo um tratamento mais rápido e eficaz e eliminando, muitas vezes, a necessidade de outros métodos de diagnóstico mais agressivos e dolorosos.

Exames de Medicina Nuclear

A Medicina Nuclear é uma especialidade médica que aplica pequenas fontes de radiação ligadas a moléculas específicas, os radiofármacos, para estudar aspetos particulares do doente e da doença, realizando assim exames auxiliares de diagnóstico de grande importância.

Esses radiofármacos, que têm emissão radioativa, são absorvidos pelas células e detetados no exterior através de equipamentos especiais como a Câmara Gama ou o Tomógrafo PET/TC.

PET - Tomografia por emissão de positrões

Trata-se de uma técnica de imagem médica, relativamente recente, que utiliza moléculas que incluem um componente radioactivo (radionuclídeo).

Quando administradas no corpo humano, estas moléculas permitem detectar e localizar reacções bioquímicas associadas a determinadas doenças, sobretudo nas áreas da Oncologia, Cardiologia e Neurologia.

O radiofármaco utilizado é um derivado da glicose, a desoxiglicose marcada pelo 18 Fluor.

 

Indicações

A Tomografia por Emissão de Positrões permite distinguir lesões benignas e malignas, definir o grau de malignidade, estabelecer o estádio da doença, avaliar a existência de recorrência ou de doença residual, estudar a localização de uma recidiva, avaliar a resposta à terapêutica (comparando as imagens antes, durante e após o tratamento) e identificar a localização de um tumor para biópsia ou para fins terapêuticos.

 

Vantagens e benefícios

Trata-se de um exame inócuo, de simples execução, não invasivo, indolor, cujo resultado pode ser determinante no diagnóstico e definição do tratamento de diversas doenças.

Este exame permite avaliar o modo como os órgãos e tecidos funcionam, ao contrário da ressonância magnética ou da tomografia computorizada, que fornecem uma informação mais estática.

Cintigrafia Óssea

Este exame é normalmente utilizado para determinar o impacto negativo causado pelo cancro ou por metástases.

Uma pequena porção de material radioativo é injetado por via intravenosa no seu corpo e viaja pela corrente sanguínea, aloja-se nos ossos e é detetado por um equipamento, uma espécie de scanner que cria imagens dos ossos no computador.

Mamografia

A mamografia, exame específico para estudo da mama, utiliza baixa dose de radiação. É importante no diagnóstico precoce do cancro da mama, podendo detetar a doença antes de surgir qualquer sintoma ou alteração ao exame clínico. O sucesso do tratamento depende, em grande parte, do diagnóstico precoce.

Raio-X

O uso da radiografia em Medicina é muito antigo e permite, entre outras aplicações, o diagnóstico de múltiplas alterações estruturais, doenças ou presença de corpos estranhos,

Nestas técnicas, são emitidos raios-X através do corpo humano. Essa radiação irá ser absorvida ou refletida pelas estruturas internas e as radiações remanescentes irão ser transmitidas a um detetor originando uma imagem que pode ser estudada. Esse registo pode ser em película mas, cada vez mais, é feito em suporte eletrónico.

Exames que não usam radiação
Ressonância Magnética

A Ressonância Magnética (RM) é uma tecnologia médica que usa um campo magnético e ondas de rádio para obter imagens de corpo. Constitui um método de imagem inócuo que não utiliza radiação ionizante. A RM tem a capacidade de mostrar os órgãos e tecidos do corpo com grande detalhe, permitindo ao médico um diagnóstico preciso.

Regra geral, a RM é um excelente exame de diagnóstico para estudar o cérebro, a coluna, as articulações e os tecidos moles dos membros. Tem também grande interesse para o estudo do coração, dos vasos e dos órgãos abdominais.

Ecografias

Este exame indolor, também designado por ecotomografia ou ultrassonografia, é um exame que utiliza uma técnica de diagnóstico à base de ultrasons (ondas sonoras de alta frequência), as quais ao serem refletidas de modo diferente pelas várias estruturas do corpo humano, geram imagens com qualidade diagnóstica e em tempo real.

Um exame demora, em média, cerca de 30 minutos e não causa dor, podendo apenas haver algum desconforto resultante da posição. É fundamental que se mantenha sossegado, imóvel, sem movimentos que possam prejudicar a realização do exame.

Biopsia guiada por imagem

Para obter uma amostra de tecido tumoral, o radiologista de intervenção ou o especialista médico intervencionista, utilizam técnicas de imagem como a TC, a ecografia, a PET ou a RM com ferramentas minimamente invasivas, tais como agulhas especiais, que possibilitem recolher a melhor imagem possível do que se está a analisar.

Conheça os especialistas

Os imagiologistas e os especialistas em Medicina Nuclear realizam os exames por imagem necessários ao diagnóstico do cancro.

Equipas de Imagiologia
Equipas de Medicina Nuclear

A Imagiologia Mamária

É uma das áreas basilares no diagnóstico das doenças da mama, benigna e maligna, facilitando um melhor diagnóstico e consequente tratamento da mulher com esta patologia. Com uma equipa clínica especializada em Imagiologia Mamária e tecnologia moderna, é possível a realização de todo o tipo de exames, desde a mamografia digital direta standard, 2D, Tomossíntese ou mamografia 3D, ecografia mamária e RM mamária.

 

Para além dos exames de diagnóstico de base, realizam-se todos os procedimentos de intervenção orientados pela imagem mamográfica, ecográfica e pela imagem em RM, em regime de ambulatório, como a citologia aspirativa, a microbiopsia, a macrobiopsia assistida por vácuo ( BAV) a galactografia, a colocação de arpão, a quistografia gasosa e colocação de clips. 

 

De destacar o exame mais recente a Tomossíntese ou mamografia digital direta 3D que é uma tecnologia em franco desenvolvimento que se antevê como fulcral no diagnóstico precoce do cancro da mama. Aprovada em 2011  pela FDA (Food and Drug Administration) estudos realizados em 2017 revelam que quando realizada em conjunto com a mamografia 2D trás:

  • um acréscimo de informação diagnóstica de 27 a 30%
  • uma redução de 15 a 20% de falsos diagnósticos face à mamografía 2D isolada
  • um aumento da taxa de diagnóstico de novos cancros de mama, 25 a 27% dos quais 40% invasivos à data do diagnóstico.
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Segundas Opiniões

Na CUF Oncologia acreditamos que todos os doentes devem ter direito a segundas opiniões. Para isso, estamos completamente disponíveis para que os doentes tenham na sua mão, além de um relatório que pode ser solicitado à sua equipa, todos os exames em suporte de papel e digital (CDs) necessários à obtenção de uma segunda opinião que possa ser proveitosa.

O papel da Anatomia Patológica
Rapidez e precisão no diagnóstico de cancro
A importância do diagnóstico microscópico

A Anatomia Patológica é a especialidade que confirma a presença de células malignas através da observação  ao microscópio de pequenas amostras de tecido tumoral.