O que é?
Quando é utilizada?
Riscos inerentes

A polipectomia endoscópica é o procedimento terapêutico mais frequentemente realizado na colonoscopia consistindo na remoção de lesões – os pólipos – que se podem encontrar no interior do recto e do cólon. Após a sua remoção, os pólipos são enviados para análise microscópica, a efetuar por um médico especialista em Anatomia Patológica.

É utilizada uma ansa de polipectomia, um dispositivo que consiste num fio metálico contido numa bainha plástica isolante e que passa através do colonoscópio. A sua extremidade pode formar um laço não isolado de tamanho variável com o qual se aperta o pólipo da sua zona mais estreita. A passagem de eletricidade nesta zona produz o corte do pólipo e um efeito de coagulação na zona onde antes estava. Resulta uma ferida local que quase sempre cicatriza por si mas não é completamente isenta de complicações. Estas podem surgir imediatamente ou nos dias seguintes ao procedimento.

O risco global de complicações importantes associadas à polipectomia, como a hemorragia e a perfuração, é baixo, situando-se a sua incidência combinada entre 0,4 a 2% (isto é 4 em cada 1000 a 2 em cada 100 procedimentos).

A ocorrência de perfuração está descrita em 0,04 a 2 % das polipectomias do cólon / recto (isto é 4 em cada 10000 a 2 em cada 100 procedimentos).

A ocorrência de hemorragia, que pode acontecer imediatamente após a polipectomia ou de forma tardia até ao 12º-14º dia, está descrita em 1,5 a 2% dos casos (isto é 1,5 a 2 em cada 100 procedimentos).

Entre outros fatores o número de pólipos, a sua forma, tamanho e localização, assim como a idade dos doentes e a presença de outras doenças podem alterar o risco de complicações.

Algumas destas complicações quando ocorrem durante o exame podem ser resolvidas de imediato por procedimentos terapêuticos efetuados durante o exame endoscópico. Noutros casos o tratamento da complicação pode requerer intervenção cirúrgica e consequente internamento.