O que é?
Vantagens e benefícios
Metodologia
Indicações
Cuidados a ter

A Tomografia por Emissão de Positrões (PET) é uma técnica de imagem médica recente que utiliza moléculas que incluem um componente radioativo (radionuclídeo).

 

Quando administradas no corpo humano, estas moléculas permitem detetar e localizar reações bioquímicas associadas a determinadas doenças, sobretudo nas áreas da Oncologia, Cardiologia e Neurologia.

 

O radiofármaco utilizado é um derivado da glicose.

Trata-se de um exame inócuo, de simples execução, não invasivo, indolor, cujo resultado pode ser determinante no diagnóstico e definição do tratamento de diversas doenças.

 

Este exame permite avaliar o modo como os órgãos e tecidos funcionam, ao contrário da ressonância magnética ou da tomografia computorizada, que fornecem uma informação mais estática.

 

Por outro lado, este exame permite a realização de diagnósticos mais precoces do que a ressonância ou a tomografia, o que é importante para o sucesso do tratamento.

Numa fase inicial, injeta-se no doente uma pequena concentração de glicose radioativa numa veia periférica. A quantidade administrada será proporcional ao peso do doente.

 

Recorre-se à glicose porque ela é um dos combustíveis usados pela célula para obtenção de energia.

 

Este “combustível” marcado irá concentrar-se nas zonas do corpo com maior consumo energético (por exemplo, as células cancerosas são grandes consumidoras de energia).

 

Após um período de espera, de cerca de 1 hora, para a distribuição e captação do radionuclídeo, o doente é posicionado confortavelmente no equipamento.

 

O paciente deve permanecer o mais imóvel possível durante o exame, porque o movimento pode distorcer as imagens captadas e originar erros de interpretação.

 

Os exames de PET permitem a obtenção de imagens tridimensionais da distribuição das moléculas marcadas no corpo humano. Por outro lado, a maioria dos equipamentos de PET vêm acoplados a um sistema de Tomografia Computorizada (vulgarmente conhecida como TAC) que permite aliar a informação funcional com a sua localização anatómica.

 

As moléculas marcadas funcionam como sinais fluorescentes e, quando o doente é colocado num detetor de radiação, as zonas mais ativas do organismo surgem como pontos luminosos.

 

A captação de imagens dura entre 25-35 minutos.

A Tomografia por Emissão de Positrões permite:

  • Distinguir lesões benignas e malignas
  • Definir o grau de malignidade
  • Estabelecer o estádio da doença
  • Avaliar a existência de recorrência ou de doença residual
  • Estudar a localização de uma recidiva
  • Avaliar a resposta à terapêutica (comparando as imagens antes, durante e após o tratamento)
  • Identificar a localização de um tumor para biópsia ou para fins terapêuticos.

 

Antes do exame, é importante que o doente faça um período de jejum de pelo menos 4 a 6 horas, embora possa beber água.

 

Como se referiu, é fundamental a indicação do peso do doente, de modo a se calcular a dose a administrar.

 

Deve ser obtida informação clínica sobre a presença de diabetes ou intolerância à glicose, eventual prescrição de corticoides e/ou outras substâncias que possam modificar a fixação do radiofármaco.

 

Nos doentes em programa de quimioterapia deve cumprir-se um intervalo de pelo menos 3 semanas desde o último ciclo antes de fazer o exame.

 

Em doentes a fazer radioterapia, o prazo de segurança é de cerca de 2 meses.

 

Trata-se de um exame muito seguro porque é utilizada uma quantidade muito reduzida de material radioativo no exame; além disso, esse material tem uma vida útil de pouca duração, de modo que a exposição à radiação é limitada. De um modo geral, a radiação deixa de estar presente no organismo ao fim de 2 a 10 horas.

 

No caso das mulheres, é importante saber se existe uma gravidez em curso ou se está a amamentar.

 

Muito raramente, pode ocorrer uma reação alérgica ao material injetado ou uma sensação de dor, vermelhidão ou inchaço no local da injeção.

Fontes

Cleveland Clinic, 2013

Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde, Universidade de Coimbra, 2013

U.S. National Library of Medicine, Maio de 2014

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