Rotura do tendão da rótula

O que é?
Sintomas
Causas
Diagnóstico
Tratamento
Prevenção

O tendão da rótula exerce a sua função em conjunto com os muscular da face anterior da coxa, o quadricípede, de modo a fortalecer a perna.

 

Embora qualquer pessoa possa lesar este tendão, as roturas são mais comuns na meia-idade ou em atletas envolvidos em desportos de corrida ou de salto. 

 

As roturas deste tendão podem ser parciais ou completas. Quando ocorre uma rotura completa, a incapacidade é muito significativa e requer cirurgia reparadora. Nessas roturas completas, é impossível realizar a extensão do joelho.

 

Muitas vezes, este tendão rompe no seu local de inserção da rótula e, ao romper, pode fraturar um pequeno fragmento ósseo.

A rotura deste tendão origina uma sensação de “clique” ou de rasgão seguida de dor e inchaço.

 

Pode-se observar uma depressão na parte inferior da rótula, que corresponde ao local onde o tendão rompeu.

 

É comum o desenvolvimento de um hematoma e o joelho pode deslocar-se em direção à coxa por já não estar ancorado à tíbia.

 

Não é possível esticar o joelho e a marcha torna-se muito difícil dada a instabilidade desta articulação.

Para que um trauma possa romper este tendão, é necessária uma força significativa. Essa rotura pode resultar de uma queda com impacto directo na região frontal do joelho, de um golpe com um instrumento cortante ou de um salto no qual o joelho esteja fletido e o pé assente violentamente no solo.

 

Se o tendão estiver enfraquecido, devido a uma tendinite por exemplo, o risco de rotura é mais elevado.

 

Este tendão pode estar debilitado em algumas doenças crónicas que interferem com o fluxo sanguíneo para o tendão, como a doença renal crónica, a artrite reumatóide, o lúpus eritematoso, a diabetes, doenças metabólicas ou infeções.

 

O uso de corticóides e de esteróides anabolizantes pode aumentar a massa muscular mas enfraquece tanto os músculos como os tendões.

 

A realização de cirurgias anteriores na região do joelho aumenta o risco de roturas.

A história clínica é importante para perceber se ocorreu um traumatismo e qual o seu contexto e para despistar doenças que possam enfraquecer o tendão da rótula.

 

O exame médico permite avaliar e identificar a presença de uma rotura.

 

A radiografia pode revelar que a rótula se deslocou da sua posição e a ressonância magnética permite estudar com rigor o tendão.

O tratamento depende do tipo e da extensão da lesão, do nível de atividade do paciente e da idade.

 

As roturas parciais e pouco extensas são tratadas de um modo conservador, com recurso à imobilização, mantendo o joelho direito, e usando canadianas que reduzam a carga sobre o joelho. Essa imobilização pode ser necessária durante 3 a 6 semanas.

 

A fisioterapia ajuda a recuperar a força e a aumentar a amplitude dos movimentos.

 

O tratamento cirúrgico permite a reinserção do tendão na rótula. Quando a cirurgia está indicada, ela deve ser realizada precocemente de modo a não permitir a formação de tecido cicatricial e um encurtamento do tendão.

 

A recuperação após a cirurgia requer o controlo da dor com anti-inflamatórios, gelo e imobilização. Ao fim de 2 a 4 semanas, a perna já consegue suportar cerca de 50% do peso corporal e, ao fim de 4 a 6 semanas, já será possível suportar a totalidade desse peso.

 

A fisioterapia será essencial na recuperação da força e da mobilidade.

 

De um modo geral, o processo completo de recuperação dura cerca de 6 a 12 meses.

A prevenção destas lesões passa por uma sensata gestão do esforço. Assim que se sente dor no joelho durante a realização de uma atividade desportiva, deve-se interromper e aplicar gelo.

 

Enquanto a dor persistir é importante evitar atividades que impliquem carga sobre o tendão da rótula.

 

A presença de músculos da coxa fortes ajuda a lidar com os esforços exercidos sobre o tendão da rótula.

 

Finalmente, a utilização de técnicas adequadas em cada exercício é essencial para prevenir esta e outras lesões.

Fontes

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