Psoríase

O que é?
Sintomas
Causas
Diagnóstico
Tratamento
Prevenção

É uma doença crónica da pele, de natureza autoimune, o que significa que surge quando o sistema imunitário emite sinais anómalos que aceleram o normal ciclo de crescimento das células da pele.

A psoríase é bastante comum e não é contagiosa. Este aspeto é importante, porque pode existir o receio de contrair esta patologia ao nadar numa piscina ou pelo contacto com pessoas afetadas.

Existem cinco tipos, sendo a forma mais comum aquela que surge em placas elevadas e avermelhadas cobertas de uma área esbranquiçada (que corresponde a células de pele mortas).

Uma forma particularmente incapacitante é a que afeta as articulações e que ocorre em cerca de 10% dos doentes. Designa-se por artrite psoriática e causa dor e deformação das articulações das mãos, pés, membros ou coluna.

Embora a psoríase se possa manifestar em qualquer idade, a maioria dos casos ocorre entre os 15 e os 30 anos, sendo também comum entre os 50 e os 60 anos. Afeta 1% a 3% da população e pode surgir em qualquer parte do corpo, estando associada a doenças como a diabetes, doença cardíaca e depressão. As áreas mais afetadas tendem a ser os cotovelos, joelhos, couro cabeludo, unhas e a região lombar.

As suas manifestações podem ser ligeiras, moderadas ou graves, dependendo da extensão de pele afetada. As formas ligeiras correspondem a um compromisso inferior a 3%, as moderadas entre 3% a 10% e as graves são aquelas em que mais de 10% da pele se encontra afetada.

Felizmente, a forma ligeira é a mais comum (80% dos casos). Contudo, mesmo esta pode apresentar um impacto muito negativo na qualidade de vida, sobretudo quando surge nas palmas das mãos ou nas plantas dos pés.

Os sintomas desta doença dependem do seu tipo e da sua localização. Como regra, um paciente apresenta apenas um tipo de psoríase de cada vez. A de placas é a mais frequente, correspondendo a cerca de 80% do total, e causa prurido e, quando coçada, as placas tornam-se mais espessas. Já as unhas ficam frágeis e quebradiças.

Existem outros tipos como: a gutata (pequenas manchas vermelhas individualizadas); a inversa (ocorre sobretudo nas pregas de pele); a pustular (formação de bolhas com pus rodeadas por pele avermelhada); e a eritrodérmica (inflamação mais intensa da pele, assemelhando-se a uma queimadura; atinge grandes extensões de pele e acompanha-se de prurido intenso, dor e aceleração do ritmo cardíaco), exigindo observação médica urgente.

Embora a sua origem seja ainda mal compreendida, parece existir uma base genética para esta alteração do sistema imunitário. Como tal, é comum o aparecimento de psoríase em vários membros da mesma família.

Com frequência, é desencadeada por um acontecimento stressante, uma amigdalite, a utilização de alguns medicamentos (beta-bloqueantes, anti-maláricos, alguns anti-inflamatórios), um corte na pele, uma queimadura solar ou pelo tempo frio e seco.

Significa isto que, de um modo geral, a psoríase depende da existência de uma predisposição genética associada a um estímulo externo.

Existem várias doenças com sinais semelhantes aos da psoríase e, por isso, o diagnóstico deve ser sempre estabelecido pela observação clínica por um dermatologista. Em alguns casos pode ser necessária a confirmação com biópsia de pele. O médico também procura conhecer a história familiar do paciente e entender melhor as suas atividades diárias, de modo a despistar os fatores desencadeantes.

Existem muitas opções terapêuticas. Como a pele apresenta características diferentes em diversos locais do corpo, o tratamento tem de ser também distinto. De um modo geral, a fototerapia ou os cremes são utilizados em áreas afetadas limitadas. Os medicamentos orais ou injetáveis são úteis quando o impacto da psoríase na qualidade de vida é importante.

Para muitos casos da psoríase em placas, o recurso a cremes hidratantes, pomadas ou champôs é suficiente para controlar a doença. Esses tratamentos locais controlam a inflamação e reduzem a taxa de multiplicação das células da pele. Na fototerapia recorre-se à exposição a raios ultravioleta A ou B que conseguem também abrandar a multiplicação dessas células.

Noutras situações, a exposição à luz do sol pode ser benéfica, sendo sempre importante avaliar as melhores opções com o médico dermatologista. Outra opção é associar um medicamento, o psoralen, à exposição solar, para se conseguir melhores resultados.

Finalmente pode ser necessário o recurso ao laser ou a medicamentos administrados por via oral ou injetável.

Não existe forma de prevenir esta doença, mas é possível reduzir o número de surtos, mantendo a pele seca e cuidada, evitando o stress, a ansiedade e os medicamentos que a podem desencadear. É igualmente útil reduzir o consumo de álcool e tabaco, uma vez que pode aumentar a gravidade dos surtos.

Fontes

National Psoriasis Foundation/USA, 2013

Associação Portuguesa da Psoríase

American Academy of Dermatology, 2013

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