COVID-19: atividades mais (e menos) seguras

COVID-19
Prevenção e bem-estar
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Um novo normal em plena pandemia de COVID-19 significa retomar rotinas. Mas nem todas as atividades são igualmente seguras. Conheça os riscos e proteja-se.

Com o desconfinamento e a consequente abertura do comércio, retomamos uma relativa normalidade, em que já podemos fazer muitas das atividades que faziam parte do nosso quotidiano antes da COVID-19. Mas nem todas são igualmente seguras ou perigosas quando se trata do contágio do novo coronavírus. Uma vez que se prevê que ainda tenhamos de conviver com a pandemia durante algum tempo, é fundamental que conheça e saiba avaliar o risco de cada atividade em particular - seja ir ao supermercado ou almoçar fora - para que se consiga proteger da melhor forma.

 

O que deve ter em consideração

Sempre que ponderar fazer uma atividade ou ir a algum evento, há três fatores que deve ter em consideração na tomada de decisão:

  1. Tempo: Quanto menor a duração da atividade, menor será a exposição ao vírus. Tenha este aspeto em mente.
  2. Espaço: Atualmente, as evidências defendem que é mais seguro estar ao ar livre do que em espaços fechados, o que ainda assim não significa que o risco de transmissão se reduza a zero. Se for num espaço fechado, procure saber qual o nível de ventilação do local.
  3. Pessoas: Procure saber se existe um limite máximo de pessoas que se podem encontrar no espaço ao mesmo tempo de forma a avaliar se conseguirá ou não manter a distância de segurança mínima (2 metros). Tente também saber se as restantes pessoas presentes, que não pertençam ao seu agregado familiar, seguem as regras para diminuir o risco de contágio, como o uso de máscara, uma correta higienização das mãos, não partilhar comida nem tocar em superfícies comuns e ficar em casa se se sentirem doentes.

Sempre que estiver a pensar em fazer uma determinada atividade, avaliar o risco tendo em conta estes três parâmetros pode ajudá-lo a tomar uma decisão com que se sinta confortável, assim como saber de antemão que cuidados deve ter.

Algumas atividades do nosso dia a dia envolvem um risco consideravelmente superior comparativamente a outras. Se imaginarmos dois pólos opostos, o mais seguro possível seria ficar em casa com a sua família; já o mais arriscado seria juntar-se com muitas pessoas num espaço fechado. Por exemplo, um concerto num espaço interior será mais perigoso do que um piquenique ao ar livre com alguns amigos que seguem as medidas de segurança.

A frequência com que adere a atividades e eventos com maior risco também é um fator a ter em consideração.

 

COVID-19: o risco de cada atividade

Conheça o nível de risco de nove atividades comuns do nosso dia a dia e que cuidados pode colocar em prática para reduzi-lo. Contudo, é importante ter em consideração que este é apenas um risco estimado e que, na realidade, vai depender de muitos outros fatores, que podem ou não estar sob o nosso controlo.

 

1. Ir ao cabeleireiro ou ao barbeiro

Informe-se junto do estabelecimento e confirme se estão a seguir as medidas de segurança impostas, como o uso de máscara pelos funcionários e clientes, distanciamento entre pessoas e higienização do espaço entre cada cliente. Tenha em consideração também a frequência com que vai recorrer a este tipo de serviço.

 

2. Ir ao médico

Os hospitais, clínicas e serviços de atendimento permanente tomam medidas extra para proteger os seus pacientes durante a pandemia de COVID-19, sendo, por isso, seguro recorrer a estes serviços de saúde.

Para pessoas que pertencem aos grupos de risco ou até as que simplesmente não se sentem confortáveis a sair durante a pandemia, a teleconsulta pode ser uma excelente alternativa.

 

3. Treinar no ginásio

Neste momento, os locais mais seguros para fazer exercício físico são em casa ou ao ar livre. Contudo, a decisão de voltar ou não ao ginásio cabe a cada um de nós. Se optar por ir, minimize o tempo que passa no ginásio de modo a reduzir o seu risco de exposição. Além disso, considere optar por um ginásio que tenha uma boa ventilação, como janelas ou portas de garagem abertas.

Não deixe de confirmar com o ginásio se estão a seguir todas as regras de segurança - número limitado de pessoas no interior, desinfeção regular dos equipamentos e distanciamento social.

 

4. Viajar de avião

Neste momento, é aconselhável evitar viagens que não sejam estritamente necessárias. Se tem mesmo de viajar de avião, é importante que siga as regras de segurança estabelecidas. Limite ao máximo as superfícies e objetos em que toca, lave as mãos com regularidade, não toque na sua cara e mantenha a distância física de outras pessoas, especialmente enquanto estiver na fila na zona de embarque ou à espera de recolher a sua bagagem.

 

5. Ir a um churrasco, festa de aniversário ou casamento

Informe-se sobre se o evento será num espaço interior ou ao ar livre e se é possível manter a distância de segurança de todas as pessoas que não partilham casa consigo. O risco é consideravelmente mais baixo se estiver rodeado de menos pessoas e se estas estiverem a seguir as medidas de segurança. Além disso, tenha em atenção a forma como a comida é servida e se terá de tocar em superfícies partilhadas. Um jantar à mesa ou uma sobremesa partilhada não é recomendável nesta altura.

 

5. Ir a um restaurante

Jantar na esplanada, com a distância de segurança das outras pessoas que não sejam da sua família, envolve um risco muito mais baixo do que comer no interior do restaurante. Muitos destes estabelecimentos seguem as devidas recomendações, tais como: distância mínima entre as mesas, uso de máscara pelos funcionários e colocar barreiras físicas entre as mesas, como acrílicos. Enquanto está a comer ou a beber não conseguirá usar máscara, pelo que também deverá ter esse aspeto em consideração. Antes de se dirigir ao restaurante, ligue para saber que protocolos estão a ser aplicados.

 

6. Fazer um curso ou workshop

Informe-se acerca das medidas que estão a ser aplicadas para a segurança dos participantes. O tamanho dos grupos deve ser limitado, as pessoas devem manter a distância de segurança umas das outras e os materiais não devem ser partilhados. Ligue primeiro para saber se o uso de máscaras é obrigatório, se o espaço é limpo entre cada grupo e se a aula será num espaço fechado ou no exterior.

 

7. Ir à praia

O risco aumenta quando as praias estão muito cheias e as pessoas não conseguem manter a distância de segurança umas das outras. Se este não é o caso e consegue manter-se afastado dos restantes banhistas, pode desfrutar da sua ida à praia com um bom nível de segurança. Saiba mais sobre as idas à praia aqui.

 

8. Ir à piscina

Os problemas com esta atividade estão associados ao que fazemos quando normalmente estamos na piscina. Isto é, não estão propriamente relacionados com o facto de estarmos na água, mas com as pessoas com quem possamos interagir quando estamos na piscina. Balneários muito concorridos, ficar à espera na fila para o escorrega, cadeiras muito próximas umas das outras e pessoas a nadar muito próximas de si pode ser motivo de preocupação. Saiba se a piscina está a limitar o acesso de pessoas, a distanciar as cadeiras e a implementar o distanciamento social, especialmente enquanto as pessoas estão a nadar ou a esperar em filas. Saiba mais sobre as idas à piscina aqui.

 

Prefira atividades ao ar livre

As atividades que ocorrem ao ar livre e que permitem manter a distância de segurança adequada representam um menor risco de transmissão do novo coronavírus comparativamente às que tomam lugar em espaços fechados. Isto porque a COVID-19 é um vírus que se transmite principalmente de pessoa para pessoa através de gotículas respiratórias que expelimos ao falar, tossir ou espirrar. Quando se encontra num espaço interior e fechado, a probabilidade de inalar essas gotículas de uma pessoa infetada é maior - especialmente se esteve em contacto próximo -, pois partilhamos mais oxigénio.

Por outro lado, quando está na rua o ar circula mais, dispersando essas gotículas e diminuindo a probabilidade de as inalar.

Algumas das atividades que pode fazer no exterior e que implicam um risco mais baixo - pois é possível manter a distância mínima de segurança - passam por caminhar, correr, andar de bicicleta, andar de barco ou de caiaque, fazer treinos de grupo ao ar livre (com as devidas distâncias), piqueniques, idas a mercados.

Evite passeios onde circulem muitas pessoas e ruas estreitas. Não precisa de colocar máscara enquanto está no exterior, mas é boa ideia levar sempre uma consigo para o caso de não conseguir manter a distância.

 

Adote sempre as medidas do costume

Quando se trata de fazer atividades ou ir a eventos, o importante é adotar as medidas que adotaria em qualquer outro local e situação. Se não é possível colocá-las em prática, o melhor é não aderir a essa atividade ou evento. Enquanto tentamos determinar o que implica um “novo normal”, tenha em mente que as recomendações existem para nos mantermos mais seguros relativamente à infeção por COVID-19 até à existência de um tratamento ou vacina.