##  [Pólipos endometriais](/saude-a-z/polipos-endometriais) 

 
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2. Pólipos endometriais
 
 

 # Pólipos endometriais

 

 

 



 

## O que são?

São raros antes da puberdade e a sua incidência verifica-se entre os 50 e os 70 anos. A sua prevalência em mulheres com hemorragia uterina anómala é elevada, variando entre 13% e 50%. Os pólipos endometriais raramente sofrem transformação maligna (0,60 a 3,2%) mas, quando ocorre, é quase sempre em mulheres na pós-menopausa.

## Sintomas

Quando são sintomáticos, a manifestação clínica mais comum é o sangramento uterino excessivo. Este pode ocorrer sob a forma de um período menstrual mais abundante, hemorragias no intervalo das menstruações ou sob a forma de pequenas perdas de sangue após as relações sexuais.

Em alguns casos, os pólipos podem interferir com a fertilidade feminina e é também possível que aumentem ligeiramente a probabilidade de uma interrupção da gravidez, embora estes aspetos sejam ainda mal conhecidos.

Na pós-menopausa, 70% a 75% das pacientes são assintomáticas e o diagnóstico é feito de forma ocasional sob a forma de um espessamento endometrial detetado na ecografia transvaginal.

## Causas

O tecido endometrial prolifera e atrofia ao longo do ciclo menstrual. Quando a mulher não engravida, o endométrio é eliminado gerando o período. Na fase seguinte, ele volta a proliferar sob influência dos estrogénios. Os pólipos são áreas de endométrio onde esse crescimento foi excessivo. De um modo geral, à medida que se formam permanecem fixos ao endométrio por um pedículo. Como tal, embora se desconheça a causa exata para a sua formação, admite-se que as variações nos níveis hormonais possam ser um fator importante.

## Diagnóstico

O seu diagnóstico é feito na maioria das vezes em pacientes sintomáticas, com sangramento uterino anormal ou em mulheres inférteis submetidas a histeroscopia diagnóstica. A ultrassonografia transvaginal é o método de escolha no primeiro caso. Contudo, este exame não é suficiente para distinguir as lesões malignas das benignas. A curetagem uterina permite a colheita de amostras de endométrio para análise e é adequada para o diagnóstico de lesões difusas mas tende a falhar na identificação das mais focais, como os pólipos. Já a histeroscopia panorâmica reconhece facilmente o pólipo e permite uma biópsia dirigida.

## Tratamento

Embora sejam consideradas lesões benignas, não existe ainda consenso sobre a melhor forma de tratamento desta doença. Alguns autores sugerem a sua excisão imediata mas outros propõem uma conduta mais conservadora, recomendando a sua remoção somente quando ocorrerem sintomas.

A escolha do tratamento deve ter em consideração os sintomas, o período reprodutivo (menopausa ou não) e o uso de medicamentos (reposição hormonal, tamoxifeno). A terapêutica pode passar pela polipectomia ou pela terapêutica hormonal com progestágenos. A polipectomia histeroscópica em ambiente hospitalar é a melhor opção cirúrgica para as mulheres sintomáticas.

## Prevenção

Não existe modo de prevenir o seu desenvolvimento. Considera-se que a obesidade, a hipertensão arterial e o uso de tamoxifeno podem ser fatores de risco para o seu aparecimento e, como tal, é importante controlar essas variáveis. Há que reforçar que os pólipos podem voltar após o tratamento e, portanto, o controlo regular é essencial.

 

 

 





Fontes

TJARKS M. e col, *Treatment of Endometrial Polyps Obstetrics &amp; Gynecology*, December 2000, 96 (6): 886–889

Nogueira A. A. *Endometrial polyps*, Rev Bras Ginecol Obstet. 2005; 27(5): 289-92

*OBGYN.net*, 2011

*The Cleveland Clinic Foundation*, 2014



 



 

 



 

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