##  [Histerectomia](/saude-a-z/histerectomia) 

 
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  1. [Início](/)
2. Histerectomia
 
  

 # Histerectomia

 

 

 



 

## O que é?

A histerectomia consiste na remoção cirúrgica do útero. As mulheres que são submetidas a este procedimento deixam de menstruar e deixam também de poder engravidar. Dependendo do motivo da cirurgia, a histerectomia pode ser associada à anexectomia, ou seja, a remoção dos ovários e trompas de Falópio. Caso os ovários também sejam removidos, além de deixar de menstruar, a mulher pode entrar mais precocemente na menopausa - menopausa cirúrgica.

Existem três tipos de histerectomia:

- **Total:** consiste na remoção do útero e do colo do útero.
- **Supracervical:** a parte superior do útero é removida, mas o colo do útero é conservado.
- **Radical:** remoção do útero e colo do útero, bem como de estruturas circundantes, como parte da vagina e gânglios linfáticos.

A cirurgia é realizada, mais frequentemente, em mulheres entre os 40 e os 50 anos.

## Para quem está indicado

A histerectomia é realizada, por norma, como forma de tratamento cirúrgico de doenças que afetam o sistema reprodutor feminino e que não beneficiam de outra forma de tratamento médico:

- Menorragia (menstruação com hemorragia intensa e prolongada)
- Dor pélvica crónica
- Miomas (tumor benigno que cresce no tecido do útero)
- Endometriose
- Pólipos uterinos recorrentes
- Cancro dos ovários, do útero, do colo do útero ou das trompas de Falópio
- Prolapso uterino (quando o útero desce para o canal vaginal devido ao enfraquecimento dos músculos), causando incontinência urinária
- Adenomiose (crescimento do tecido endometrial no interior das paredes do útero)
- Hiperplasia (aumento do número de células do útero)

## Como é realizado o procedimento

A histerectomia demora cerca de uma a três horas, mas o tempo de cirurgia depende sempre do tamanho do útero, do estado físico da doente, de outras patologias prévias concomitantes e da possível necessidade de terem de ser removidos outros órgãos. Existem três vias cirúrgicas para a realização da histerectomia: laparotomia, laparoscopia ou via vaginal e a escolha da abordagem cirúrgica depende do motivo da cirurgia.

A **laparotomia (ou histerectomia abdominal)** consiste na remoção do útero a partir de uma incisão no abdómen. Este tipo de abordagem é mais comum em casos de cancro, quando o útero está aumentado ou quando também existe doença que se espalha noutras áreas pélvicas. Quando comparada à histerectomia por via vaginal ou à laparoscopia, a histerectomia abdominal implica um período de recuperação mais longo e está associada a um maior risco de complicações, como infeção, perda de sangue, risco de embolia pulmonar, *etc*.

No **procedimento por via laparoscópica**, um laparoscópio (um pequeno tubo com uma câmara de vídeo) é inserido no abdómen através de uma pequena incisão. Várias outras pequenas incisões são feitas para a inserção dos outros instrumentos cirúrgicos. O útero é removido através destas pequenas incisões feitas no abdómen ou através da vagina. A laparoscopia também pode ser por via robótica. Comparada à laparotomia, a laparoscopia implica menos tempo de recuperação e está associada a um menor risco de complicações.

A **histerectomia por via vaginal** é considerada a abordagem preferencial, já que é a menos invasiva e a que tem um período de recuperação mais curto e menos risco de complicações. Neste procedimento, o útero é removido através de uma incisão na parte superior da vagina.

## Recuperação e complicações

A histerectomia oferece uma maior qualidade de vida às mulheres que sofrem de condições que afetam de forma definitiva o sistema reprodutor, contudo, não é reversível, o período de recuperação é longo (entre quatro a seis semanas) e, como qualquer outra cirurgia, comporta riscos e efeitos secundários, como:

- Trombose (coágulos sanguíneos)
- Infeção
- Perda de sangue
- Oclusão intestinal
- Lesão do trato urinário
- Reação adversa à anestesia
- Incontinência
- Diminuição da libido
- Prolapso vaginal

## O que esperar depois de uma histerectomia

A histerectomia altera de forma permanente alguns aspetos da vida da mulher. Além de deixar de menstruar, a paciente pode entrar mais cedo do que o normal na menopausa, caso os ovários também sejam removidos (menopausa cirúrgica). Habitualmente, a vida sexual da mulher não é afetada, podendo até melhorar.



 

 





Fontes:

CHUC, novembro de 2022

*Cleveland Clinic*, novembro de 2022

*Hopkins Medicine*, novembro de 2022

*Mayo Clinic*, novembro de 2022

NHS, novembro de 2022

*The American College of Obstetricians and Gynecologists*, novembro de 2022

*Women’s Health*, novembro de 2022



 



 

 



 

Consultas

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