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 # Fenda palatina

 

 

 



 

## O que é?

A fenda palatina é uma embriopatia que afeta o palato mole e duro em graus variados. Pode associar-se a fenda labial.

A sua incidência anual varia entre 1/3.300 e 1/10.000 nascimentos, sendo mais frequente no género feminino.

Em Portugal, estima-se que cerca de 1 em cada 600 crianças que nasce é portadora de uma fenda labial, palatina ou lábio-palatina. Ou seja, nascem em Portugal cerca de 150 crianças por ano com esta malformação.

A fenda palatina tem uma localização mediana, unindo a cavidade bucal às duas fossas nasais e à nasofaringe.

As suas formas clínicas variam desde uma fenda com um entalhe na parte posterior do palato duro até uma fenda completa do palato que se estende até à região posterior.

Existem outros tipos, como a fenda submucosa do palato, que se encontram cobertas por mucosa oral e nasal, tornando o diagnóstico mais difícil.

## Causas

Esta embriopatia aparece entre a 7ª e a 12 ª semana de gravidez e resulta de erro na fusão do processo palatino.

Pensa-se que as fendas não-sindrómicas resultem de uma combinação de fatores genéticos e ambientais.

A exposição a álcool, tabaco ou drogas durante a gravidez pode influenciar a suscetibilidade genética.

A Diabetes diagnosticada antes da gravidez também aumenta o risco de desenvolvimento de fenda palatina.

Medicamentos como alguns anti-epiléticos também se associam a um risco mais elevado.

## Sintomas

A fenda palatina pode perturbar a sucção-deglutição em recém-nascidos em diferentes graus.

Nas formas não associadas a síndromes, a alimentação normal é possível. Nas formas sindrómicas, existe um risco de aspiração de alimentos.

Pode ocorrer interferência com o normal funcionamento da trompa de Eustáquio, causando otites de repetição e hipoacusia.

Os problemas de alinhamento dentário são causados por um erro no crescimento do maxilar.

Podem ocorrer ainda dificuldades na fala.

Aspeto fundamental a referir é o impacto da fenda palatina na fisionomia da criança e, portanto, na sua imagem e autoestima. É essencial gerir bem este aspeto, de modo a minimizar as consequências psicológicas desta afeção.

## Diagnóstico

O diagnóstico é fundamentalmente clínico.

A presença de malformações associadas permite a diferenciação entre formas isoladas ou associadas a síndromes.

O diagnóstico pré-natal por ecografia é possível a partir do 2 º trimestre. Quando esse diagnóstico é estabelecido, a mãe deve ser encaminhada para um centro de diagnóstico pré-natal, a fim de se estabelecer se é uma anomalia isolada ou associada a outras perturbações.

## Tratamento

O tratamento requer uma intervenção médica e cirúrgica multidisciplinar desde o nascimento até ao fim do desenvolvimento.

Como regra, envolve cirurgia primária, por vezes seguida de cirurgia secundária (maxilo-facial e plástica).

Após a cirurgia, o acompanhamento deve ser adaptado à criança de modo a resolver os problemas morfológicos e funcionais que possam surgir durante o crescimento e desenvolvimento.

Esse acompanhamento envolve [terapia da fala](https://www.cuf.pt/especialidades/terapia-da-fala), tratamento ortodôntico para os problemas de alinhamento dentário, cirurgia maxilar, se necessária, e acompanhamento regular por um médico otorrinolaringologista para controlo de otites ou outras perturbações.

O prognóstico é variável e depende da qualidade da gestão inicial e do acompanhamento regular. As formas sindrómicas apresentam pior prognóstico, com problemas de fala mais graves, que requerem tratamento cirúrgico complementar.

## Prevenção

Sendo uma anomalia congénita, não pode ser prevenida.

De qualquer modo, a mulher grávida pode minimizar o seu risco, evitando o tabaco, álcool e fármacos potencialmente nocivos e fazendo um correto acompanhamento da sua gravidez.

 

 

 





Fontes

Orphanet, dezembro 2011

*Division of Birth Defects and Developmental Disabilities, NCBDDD, Centers for Disease Control and Prevention*, outubro 2014

*Cleft Palate Foundation*, 2014



 



 

 



 

Consultas

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Consulta Cirurgia Estética Facial

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[Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Estética](/especialidades/cirurgia-plastica-reconstrutiva-e-estetica)



Consulta Cirurgia Plástica

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[Saber mais ](/marcacoes/consultas/pediatria-consulta-pediatria)



 

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 João Melo OliveiraEspecialidade

 Cirurgia Maxilo-Facial 

 



Unidades de saúde

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 face e pescoço 



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 Carlos MarizEspecialidade

 Cirurgia Pediátrica 

 



Unidades de saúde

 Hospital CUF Porto 



Áreas de Diferenciação

 Urologia Pediátrica, Fendas Lábio Palatinas 



 

 

 

 

 ](/medicos/carlos-mariz) 

 



 [Marcação online

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    ![Rute Saleiro](/sites/portalcuf/files/styles/doctor_1_1/public/photos_unzip/90632/fotografias-4/50277.jpg?itok=rQu9F3_4)  

 

 Rute SaleiroEspecialidade

 Cirurgia Maxilo-Facial 

 



Unidades de saúde

 Hospital CUF Porto 



Áreas de Diferenciação

 Cirurgia Ortognática, Cirurgia de Fenda Labiopalatina, Traumatologia da Face, Cirurgia da Articulação Temporomandibular, Cirurgia Oncológica de Cabeça e Pescoço, Cirurgia da Apneia Obstrutiva do Sono, Cirurgia das Glândulas Salivares, Cirurgia Oral 



 

 

 

 

 ](/medicos/rute-saleiro) 

 



 

 

 



 

 



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 [João V. Guerra](/medicos/joao-v-guerra) 

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