##  [Cancro dos Ossos](/saude-a-z/cancro-dos-ossos) 

 
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2. Cancro dos Ossos
 
 

 # Cancro dos Ossos

 

 

 



- [Consultas](#consultas)
- [Corpo Clínico](#corpo-clinico)
- [Fale connosco](#57248447)



 

 

 



 

## O que é?

O **cancro primário** do osso – **osteosarcoma** - é um tumor maligno com origem em células que formam osso, os osteoblastos e pode aparecer, sobretudo, no joelho ou parte superior do braço. É o cancro mais frequente do osso, principalmente em adolescentes. Pode raramente ter origem em tecido não ósseo.

O **cancro secundário** do osso, são lesões ósseas que são formadas por células originárias noutros órgãos que circularam pelos vasos e se implantaram nos ossos. A esta condição dá-se o nome de **metástases ósseas**, frequentes com o cancro da próstata, do pulmão e da mama. O cancro secundário do osso é muito mais frequente do que os tumores primários do osso.

Por se tratarem de tumores raros devem ser abordados por equipa experientes, tanto no diagnóstico, como no tratamentos dos diferentes tipos de cancro.

## Prevenção

Os doentes com as síndromes familiares ou as doenças referidas em fatores de risco podem ser alvo duma vigilância mais apertada por parte do médico assistente.

## Fatores de Risco

Qualquer comportamento ou condição que aumenta o seu risco de ter uma doença é um **fator de risco**. Se um ou mais fatores de risco se aplicarem a si, não quer dizer que desenvolverá necessariamente cancro do osso. Da mesma forma, o cancro do osso pode aparecer em indivíduos que não apresentem fatores de risco conhecidos.

Ainda não foi possível encontrar as causas para o cancro do osso, mas alguns fatores de risco são conhecidos. Os principais fatores de risco são:

- Tratamento com radioterapia ou com quimioterapia, nomeadamente alquilantes especialmente em criança;
- Alteração no gene do retinoblastoma;
- Doença de Paget;
- Anemia de Diamond-Blackfan;
- Síndromes genéticos de cancro como Rothmund-Thomson, Bloom, Li-Fraumeni e Werner
 
## Sintomas

Os **sintomas** de cancro do osso não são exclusivos, podem aparecer noutras doenças. O fato de ter um ou mais dos sintomas aqui descritos não significa que tem cancro do osso.

Deverá estar atento e consultar o seu médico se tiver os seguintes sintomas:

- dor e inchaço num osso
- dor articular
- fratura sem traumatismo
 
## A quem me devo dirigir?

Em caso de **suspeita** de cancro, devido a sintomas ou a um exame complementar de diagnóstico que apresente uma alteração, deve dirigir-se a um **Ortopedist**a com experiência em tumores osteosarcomas, ou em alternativa, menos habitual, a um **Oncologist**a.

 

 

 





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### **Subtipos de cancro dos ossos**

Há vários tipos de **cancro primário** do osso de acordo com a sua localização e tipo de células.

Os cancros ósseos podem aparecer em qualquer tipo de tecido do osso, seja no osteoide que é osso compacto, seja no cartilaginoso que é resistente e flexível.

**Osteosarcoma**

Este tipo de cancro primário do osso é mais frequente em crianças e adolescentes ou jovens adultos. Pode aparecer em qualquer um dos 2016 ossos do corpo humano, mas cerca de 50% aparece perto do joelho. Pode raramente ter origem em tecido não ósseo.

**Condrosarcoma**

É um dos tipos mais comuns dos tumores primários e tem origem no tecido cartilaginoso que forra as extremidades dos ossos e forma as articulações. Localiza-se na pelve, membro superior e ombro.

**Histiocitoma fibroso maligno**

É raro e tem também origem nas células que formam um novo osso, tal como o osteosarcoma. Por isso, ambos têm a mesma forma de tratamento.

Os cancros do osso fragilizam-no tornando-o mais sujeito a fraturas.

**Sarcoma de Ewing**

Os tumores desta família podem aparecer também nos ossos ou noutros tecidos e também se tratam de forma semelhante. Não é certa a célula que dá origem a estes tumores, mas poderá ser tecido nervoso e não ósseo. Os locais mais frequentes são a coluna, a pelve e menos frequentemente os membros superiores e inferiores.



 

 



## Diagnóstico e Estadiamento



 



Diagnóstico

Num doente com história clínica e exame clínico suspeitos de cancro do osso, devem ser feitos vários exames:

\- **Exames radiológicos**: Radiografia convencional, TAC e RMN;

\- **Biopsia óssea**: colheita através de biopsia por agulha de fragmentos do osso com lesão.

Só quando observado ao microscópio o material colhido através de uma biopsia é que é possível confirmar o diagnóstico de cancro do osso.



 



Estadiamento

O **estadiamento** é o processo pelo qual nos certificamos se as células do cancro do osso se espalharam para outras estruturas próximas ou mais distantes. A informação obtida pelo processo de estadiamento determina o **estadio da doença**, fundamental para o tratamento poder ser planeado.

No caso do cancro do osso podem ser pedidos, se ainda não foram:

- Exames de Imagiologia: Radiografia convencional, TAC e RMN;
- Exames de Medicina Nuclear: Cintigrafia óssea e PET.

A disseminação do cancro do osso por várias outras partes do organismo pode dar-se de duas formas:

- **Por contiguidade** - invadindo através do tecido normal circundante;
- **À distância** - pelos sistemas circulatórios: sanguíneo ou linfático.

Os estadios do cancro do osso têm implicação no tratamento podendo ser classificado da seguinte forma:

- **Localizado**: Não invadiu nem metastizou para fora do osso onde se originou. Esta doença poderá ser removida cirurgicamente;
- **Metastizado**: A doença disseminou-se por outros órgãos. O local mais frequente das metástases de osteosarcoma são os pulmões, o local seguinte por ordem de frequência são os ossos.



 



 

 



## Tratamento



 



Tendo em conta o estadiamento

A equipa clínica multidisciplinar avaliará o melhor tratamento a seguir. Há alguns fatores iniciais que podem afectar o prognóstico desta doença e determinar as escolhas terapêuticas:

\- A **localização** do tumor e se existe doença em mais do que um osso;

\- A **dimensão** do tumor;

\- O **tipo** de tumor, baseado na avaliação pela Anatomia Patológica do tipo de células que lhe deu origem;

\- A presença de **doenças genéticas** no doente;

\- A **extensão** da doença, ou seja, se o tumor metastizou para outras partes do organismo;

\- Se os ossos ainda estão em crescimento;

\- A idade e a condição geral do doente;

\- Se o cancro é um novo diagnóstico ou uma recidiva de um cancro anterior.



 



Opções terâpeuticas

Após reunião da equipa multidisciplinar, as opções de tratamento podem passar pela **cirurgia**, **radioterapia** e **quimioterapia**:

**Doença localizada** – habitualmente as opções incluem a cirurgia, e quimioterapia antes e depois da cirurgia como tratamento neoadjuvante; caso não seja possível remover todo o tumor por via cirúrgica, pode ser utilizada a radioterapia;

**Doença Metastizada** – as localizações mais frequentes para onde o cancro do osso metastiza são outros ossos e pulmões. Nestes casos as opções de tratamento incluem:

- **Quimioterapia** seguida de cirurgia para remover o tumor primário do osso e as respectivas metástases; habitualmente é administrada quimioterapia novamente após a cirurgia;
- **Cirurgia** para retirar o tumor primário do osso, seguida de quimioterapia, e cirurgia para remover as metástases.
- **Radioterapia**



 



 

 



### **Follow-up**

Os doentes que tiveram cancro do osso poderão ser seguidos pelo oncologista ou pelo cirurgião no caso de terem sido operados. Os doentes devem ser observados na consulta e os exames a pedir são exames de imagem e análises de sangue, consoante a decisão do clínico.



 

 





Cancro dos ossos em números

10-25 anos

idade + frequente

 

 



100

casos/ano em Portugal

 

 



 

 

 



 

Consultas





Consulta Enfermagem - Sobrevivente de Cancro

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Consulta Oncologia

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Consulta Ortopedia

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Consulta Ortopedia Oncológica

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Teleconsulta Oncologia

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Teleconsulta Ortopedia

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 Corpo clínico 

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 Instituto CUF Porto | Hospital CUF Porto 



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 Ortopedia Oncológica, Tumores músculo-esqueléticos 



 

 

 

 

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 José PortelaEspecialidade

 Ortopedia 

 



Unidades de saúde

 Hospital CUF Coimbra | Hospital CUF Descobertas - Lisboa | Hospital CUF Leiria 



Áreas de Diferenciação

 Oncologia ossea e dos Tecidos Moles  
 



Idiomas

 Espanhol, Francês, Inglês 



 

 

 

 

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 José Dinis SilvaEspecialidade

 Oncologia Médica 

 



Unidades de saúde

 Hospital CUF Porto 



Áreas de Diferenciação

 Oncologia em tumores sólidos - mama, pulmão, digestivos, prostata; Sarcomas; Tumores da área da cabeça e pescoço - cavidade oral, faringe e laringe; Tumores endócrinos  
 



Idiomas

 Espanhol, Inglês 



 

 

 

 

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 Ruben Lopes da FonsecaEspecialidade

 Ortopedia 

 



Unidades de saúde

 Hospital CUF Coimbra 



Áreas de Diferenciação

 Ortopedia Oncológica, Traumatologia 



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 Teresa FiúzaEspecialidade

 Medicina Interna 

 Oncologia Médica 

 



Unidades de saúde

 Hospital CUF Descobertas - Lisboa | Hospital CUF Torres Vedras 



Áreas de Diferenciação

 Tumores Digestivos e Metástases Hepáticas, Tumores Neuroendócrinos, Tumores da Mama, Cuidados Paliativos, Neuro-Oncologia  
 



Idiomas

 Francês, Inglês 



 

 

 

 

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