##  [Cancro da Laringe](/saude-a-z/cancro-da-laringe) 

 
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2. Cancro da Laringe
 
 

 # Cancro da Laringe

 

 

 



- [Consultas](#consultas)
- [Corpo Clínico](#corpo-clinico)
- [Fale connosco](#57211747)



 

 

 



 

## O que é?

As células do epitélio da laringe são as responsáveis pela constituição do tecido que forra a laringe. No seu estado normal estas células crescem e dividem-se em novas células, formadas à medida que vão sendo necessárias, e a este processo chama-se regeneração celular.

Quando as células perdem o mecanismo de controlo e sofrem alterações no seu genoma (DNA), tornam-se células de cancro, que não morrem quando envelhecem ou se danificam, e produzem novas células que não são necessárias de forma descontrolada, resultando na formação de um cancro.

Os cancros da laringe formam-se em resposta a agressões continuadas ao epitélio. O cancro da laringe faz parte de um grupo de cancros que agregamos na denominação geral de cancro da cabeça e do pescoço.

## Prevenção

A prevenção do cancro da laringe passa fundamentalmente pela adoção de hábitos saudáveis, nomeadamente não fumar e evitar o consumo de álcool.

Passa também por estar alerta aos sintomas da doença, devendo consultar o seu médico caso os mesmos se manifestem.

No caso de ser um fumador habitual ou consumir álcool em excesso, deverá realizar consulta periódica com o seu médico, para efetuar um diagnóstico precoce do cancro da laringe ou de outro tipo de cancro da cabeça e do pescoço.

## Fatores de risco

Qualquer comportamento ou condição que aumenta o seu risco de ter uma doença é um fator de risco. Se um ou mais fatores de risco se aplicarem a si, não quer dizer que desenvolverá necessariamente cancro da laringe. Da mesma forma, o cancro da laringe pode aparecer em indivíduos que não apresentem fatores de risco conhecidos.

Ainda não foi possível encontrar as causas para o cancro da laringe, mas alguns fatores de risco são conhecidos. Os principais fatores de risco são:

**Tabaco** – fumar constitui a causa da maioria dos cancros da laringe; fumadores intensivos que fumem há vários anos apresentam maior risco;

**Álcool** – o consumo excessivo de álcool aumenta o risco de cancro da laringe; este fator combinado com tabaco aumenta o risco de desenvolver cancro da laringe.

## Sintomas

Os sintomas de cancro da laringe não são exclusivos, podem aparecer noutras doenças. O facto de ter um ou mais dos sintomas aqui descritos não significa que tem cancro da laringe.

Deverá estar atento e consultar o seu médico se tiver os seguintes sintomas:

- Inflamação na garganta que não desaparece apesar do seu tratamento;
- Massa no pescoço ou na garganta;
- Rouquidão ou alteração da voz que não passa;
- Dificuldade ou dor ao engolir;
- Dificuldade em respirar;
- Tosse persistente que não desaparece apesar do seu tratamento;
- Dor nos ouvidos que não desaparece.
 
## A quem me devo dirigir?

Se detetar algum dos sinais ou sintomas descritos, deve consultar um **Otorrinolaringologista** ou um especialista em **Cirurgia Máxilo-Facial.**

A CUF Oncologia tem à sua disposição equipas especializadas, com uma vasta experiência nas diferentes abordagens de diagnóstico e tratamento dos cancros de cabeça e pescoço.

 

 

 



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Unidade de Cancro de Cabeça e Pescoço

 

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### Subtipos de cancro da laringe:

Há vários tipos de cancro da laringe:

- **carcinoma pavimento** - celulares, pavimentosos epidermóides ou escamosos – representam cerca de 95% dos cancros da laringe, e têm origem nas células do epitélio estratificado – epitélio com várias camadas e com células achatadas - que recobre o interior do órgão;

- **carcinomas verrucosos;**

- **adenocarcinomas;**

- **carcinomas de pequenas células.**



 

 



António Chinita

"Nunca podemos desistir. Enquanto tivermos forças temos de avançar."



[Conheça a história de António](/cuf-oncologia/antonio-chinita-cancro-laringe)

 

 

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## Diagnóstico e Estadiamento



 



Diagnóstico

Num doente com suspeita de cancro da laringe podem ser pedidos exames para diagnosticar a doença.

O primeiro passo será realizar uma consulta de otorrinolaringologia, na qual será efetuada uma **laringoscopia** – exame que consiste na introdução pela garganta de um endoscópio para ver a laringe. O médico pode efetuar uma **biopsia** a zonas suspeitas da laringe, recolhendo amostras do tecido suspeito.

Devem ser ainda solicitados exames de imagem, sendo o mais comum a **TAC** e **análises gerais** **ao sangue.**

Só a observação ao microscópio pela Anatomia Patológica, do material colhido numa biopsia da massa suspeita da laringe, pode confirmar o diagnóstico de cancro da laringe.



 



Estadiamento

O **estadiamento** é o processo pelo qual nos certificamos se as células do cancro disseminaram da laringe para outras estruturas próximas ou mais distantes. A informação obtida pelo processo de estadiamento determina o estadio da doença, fundamental para o planeamento do tratamento.

Ao confirmar-se o diagnóstico de cancro da laringe, o passo seguinte consiste em proceder ao estadiamento da doença através dos seguintes exames de diagnóstico:

- TAC cervical e torácica;
- Radiografia de tórax;
- Endoscopia digestiva alta.

Com base nos exames de diagnóstico efetuados, o estadiamento do cancro da laringe pode ser classificado da seguinte forma:

**Estadio 0** – também denominado carcinoma in situ, neste estadio o cancro só se encontra na camada mais interna do epitélio da laringe;

**Estadio I** – neste estadio o cancro apresenta-se da seguinte forma:

- **Supraglótico** - Cancro localizado numa das paredes da supra glote;
- **Glótico** – presença de cancro numa das cordas vocais. A outra corda vocal movimenta-se normalmente;
- **Subglóticos** - Cancro localizado na subglote.

**Estadio II** - neste estadio o cancro apresenta-se da seguinte forma:

- **Supraglótico** - Cancro localizado nas várias paredes da supra glote e tecidos circundantes;
- **Glótico** – o cancro espalhou-se ao andar supraglótico ou subglótico. As cordas vocais não se movimentam normalmente;
- **Subglóticos** – o cancro espalhou-se a uma das cordas vocais.

**Estadio III** – o cancro invade gânglios linfáticos do lado do tumor mas cujos gânglios apresentam uma dimensão inferior a 3 cm;

**Estadio IV** - Neste estadio o cancro disseminou-se para órgãos à distância.



 



 

 



## Tratamento



 



Tendo em conta o estadiamento

Tendo em conta o **estadiamento** do cancro da laringe, a equipa clínica multidisciplinar avaliará o melhor tratamento a seguir.

As opções podem incluir a cirurgia, o tratamento por radioterapia e a quimioterapia, por si ou de forma combinada.

**Estadio 0** – a opção de tratamento passa pela cirurgia para remoção da lesão, mantendo a laringe;

**Estadio I** – neste estadio e dependendo do tipo de cancro, as opções de tratamento podem ser:

\- Cancro não glótico: cirurgia de remoção parcial da laringe - laringectomia supraglótica, parcial ou hemilaringectomia – ou laringectomia total e radioterapia;

\- Cancro glótico: as mesmas opções apresentadas para o cancro não glótico, e/ou ainda a realização de cordectomia, ou seja, a remoção das cordas vocais;

**Estadio II** – neste estadio a opção de tratamento passa pela cirurgia, com ou sem radioterapia ou exclusivamente radioterapia;

**Estadio III** – as opções incluem a cirurgia com ou sem radioterapia, ou radioterapia exclusiva, ou quimioterapia concomitante com radioterapia (com ou sem cirurgia);

**Estadio IV** - Pode ser feita uma cirurgia para controlo da doença local mas o mais habitual é o uso das modalidades não cirurgicas como a quimoterapia e radioterapia, em combinação ou em sequência.

A realização de uma laringectomia total provoca sequelas para o doente, como deixar de falar e passar a ter uma traqueostomia definitiva, ou seja, a respiração passa a ser feita através de um orifício artificial na garanta, realizado pelo cirurgião.

Felizmente ao longo dos anos têm vindo a desenvolver-se formas seguras de tratamento conservador, ou seja, que não obriguem à realização de uma laringectomia para tratar o cancro da laringe.



 



 

 



### Follow-up

Os doentes que tiveram cancro da laringe poderão ser seguidos pelo **oncologista** ou pelo **otorrinolaringologista** no caso de terem sido operados. Os doentes devem ser observados na consulta de Otorrinolaringologia onde deve ser feita observação da laringe e os exames a pedir são exames de imagem e análises de sangue, consoante a decisão do clínico.



 

 





Cancro da laringe em números

600

casos/ano em Portugal

 

 



2%

de todos os cancros

 

 



3º país

+ incidência da Europa

 

 



 

 

 



 

Consultas

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Consulta do Sobrevivente

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 Corpo clínico 

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 Filipa Simões OliveiraEspecialidade

 Otorrinolaringologia 

 



Unidades de saúde

 Hospital CUF Descobertas - Lisboa | Clínica CUF Montijo 



Áreas de Diferenciação

 Cirurgia de cabeça e pescoço, Roncopatia, Apneia do Sono; Doenças das Glândulas Salivares, Estética Nasal  
 



Idiomas

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 Tiago Porfirio CostaEspecialidade

 Otorrinolaringologia 

 



Unidades de saúde

 Hospital CUF Descobertas - Lisboa | Hospital CUF Torres Vedras 



Áreas de Diferenciação

 Otoneurologia, Oncologia de Cabeça e Pescoço, Cirurgia da Tiróide e Paratiroide, Cirurgia da Parótida e Glândulas Salivares, Cirurgia Laringea com Laser, Cirurgia da Língua, Lábio e Boca, Laringologia e Voz, Medicina Subaquática e Hiperbárica  
 



Idiomas

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 Teresa FiúzaEspecialidade

 Medicina Interna 

 Oncologia Médica 

 



Unidades de saúde

 Hospital CUF Descobertas - Lisboa | Hospital CUF Torres Vedras 



Áreas de Diferenciação

 Tumores Digestivos e Metástases Hepáticas, Tumores Neuroendócrinos, Tumores da Mama, Cuidados Paliativos, Neuro-Oncologia  
 



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 António QuintelaEspecialidade

 Oncologia Médica 

 



Unidades de saúde

 Hospital CUF Descobertas - Lisboa 



Áreas de Diferenciação

 Oncologia Gastro-Intestinal, Oncologia Genito-Urinária  
 



Idiomas

 Espanhol, Francês, Inglês 



 

 

 

 

 ](/medicos/antonio-quintela) 

 



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 Carlos NabucoEspecialidade

 Otorrinolaringologia 

 



Unidades de saúde

 Hospital CUF Cascais | Hospital CUF Sintra 



Áreas de Diferenciação

 Cirurgia da tiroide e paratiroide; Cirurgia da parótida e glândulas salivares; Quistos e nódulos do pescoço; Cirurgia oncológica da cabeça e pescoço; Laringologia e voz falada e cantada profissional e não profissional; Fonocirurgia e cirurgia laríngea com e sem laser; Glotoplastia Wendler; Redução e plástica da maçã de Adão; Cirurgia da paralisia da corda vocal (reinervação laríngea, tiroplastia); Botox laríngeo  
 



Idiomas

 Espanhol, Inglês, Português 



 

 

 

 

 ](/medicos/carlos-nabuco) 

 



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 José Dinis SilvaEspecialidade

 Oncologia Médica 

 



Unidades de saúde

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Áreas de Diferenciação

 Oncologia em tumores sólidos - mama, pulmão, digestivos, prostata; Sarcomas; Tumores da área da cabeça e pescoço - cavidade oral, faringe e laringe; Tumores endócrinos  
 



Idiomas

 Espanhol, Inglês 



 

 

 

 

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