##  [Streptococcus B: conhece o teste do cotonete?](/mais-saude/streptococcus-b-conhece-o-teste-do-cotonete) 

 
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2. Streptococcus B: conhece o teste do cotonete?
 
 

 # Streptococcus B: conhece o teste do cotonete?

 

 

 



 

 

Gravidez

 

 5 mins leitura 

 

 

O Streptococcus do grupo B (SGB) é uma bactéria comum, mas quando infeta mulheres grávidas há risco de infeção do bebé.



De entre as muitas bactérias que existem no nosso corpo, o *Streptococcus* B está frequentemente presente no sistema intestinal de homens e mulheres e nos órgãos genitais femininos. Também conhecida como *Streptococcus* *agalactiae* ou *Streptococcus* do grupo B, é uma bactéria que não traz habitualmente consequências para a saúde, apesar de poder afetar pessoas com o sistema imunológico comprometido, como doentes graves com cancro, diabetes ou doenças hepáticas. No entanto, há um grupo de pessoas em que o risco de complicações da infeção aumenta: as mulheres grávidas, que podem transmitir a bactéria ao bebé.

## Como é feita a transmissão do *Streptococcus* B?

10 % a 30 % das mulheres grávidas são portadoras da bactéria *Streptococcus* B no organismo, principalmente na vagina ou no reto, sendo por vezes causa de infeções urinárias ou renais. Há vários fatores de risco que aumentam a probabilidade da transmissão do *Streptococcus* da mãe para o bebé durante o parto, após a rutura da bolsa ou durante a passagem pelo canal vaginal:

- Trabalho de parto antes das 37 semanas;
- Parto prolongado;
- Febre elevada durante o parto;
- Infeção do bebé num parto anterior;
- Passado de infeções urinárias causadas por *Streptococcus* B.

Em caso de infeção, o bebé pode permanecer assintomático ou apresentar rapidamente sinais de doença. A maioria dos recém-nascidos manifestam sintomas nas primeiras 24 horas ou na primeira semana de vida, principalmente em bebés prematuros, tratando-se de uma infeção precoce. Os sintomas podem também surgir até três meses depois do nascimento, chamando-se infeção tardia, normalmente menos grave.

**Sabia que...**

Tal como uma mulher grávida pode ser portadora de *Streptococcus* B e não sofrer uma infeção, também alguns bebés a quem foi transmitida a bactéria não ficam doentes.

## Sintomas e complicações da infeção por *Streptococcus* B

Nos adultos saudáveis, particularmente as mulheres grávidas, aa bactéria pode causar apenas uma [infeção urinária](/saude-a-z/infecao-urinaria) ou, quando esta não é detetada e tratada, pielonefrite. Já nos idosos ou doentes imunodeprimidos a infeção por *Streptococcus* B origina sintomas como febre e arrepios, dores musculares, dificuldade em respirar, dor no peito ou fadiga.

É nos recém-nascidos, infetados no parto, que residem os maiores riscos. A infeção manifesta-se por sintomas que progridem rapidamente, devido à imunidade reduzida do bebé, tais como:

- Febre;
- Dificuldade a mamar;
- Irritabilidade e desconforto;
- Dificuldades respiratórias;
- Prostração, letargia;
- Cor da pele azulada;
- Batimentos cardíacos acelerados.

Sem tratamento, esta infeção pode ser grave para os bebés, havendo risco de [pneumonia](/saude-a-z/pneumonia), [meningite](/saude-a-z/meningite) ou [sépsis](/saude-a-z/sepsis). A taxa de mortalidade é muito baixa, tendo em conta que menos de 2 % dos recém-nascidos de mães com a bactéria são infetados, subindo um pouco no caso de bebés prematuros.

## Qual a importância do diagnóstico?

Uma vez que frequentemente o *Streptococcus* B não provoca infeção e muitas mulheres não sabem que estão colonizadas pela bactéria, todas as grávidas estão sujeitas a rastreio. Além de análises à urina durante a gravidez, comuns para detetar vários tipos de doenças, entre a 35.ª e a 37.ª semana de gestação é feito o chamado “teste do cotonete”, específico para a bactéria.

Este exame demora apenas um minuto, não provoca qualquer dor e os resultados são conhecidos em poucos dias, por vezes 48 horas. O teste do cotonete é feito apenas no final da gravidez, pois o *Streptococcus* B pode surgir em qualquer altura, ou estar presente no início e desaparecer ao longo da gestação.

## Qual o tratamento para a infeção por *Streptococcus* B?

Em caso de diagnóstico positivo para a colonização *Streptococcus* B, como o objetivo é prevenir a infeção do bebé, o tratamento é feito no início do trabalho de parto. São administrados antibióticos por via intravenosa, normalmente penicilina ou ampicilina, para prevenir a transmissão, e esse momento é mais eficaz do que um tratamento dias antes. Por outro lado, se a bactéria for detetada em análises de urina, é necessário tratamento com antibióticos por via oral, não invalidando a medicação durante o parto.

Alguns bebés podem mesmo assim sofrer uma infeção provocada pela bactéria mesmo após a testagem e medicação da mãe no parto. Quando a infeção surge no recém-nascido, após análises de sangue ou de líquido cefalorraquídeo, o tratamento inclui antibióticos intravenosos.

**Sabia que...**

Numa cesariana não é necessário tratamento por antibióticos contra o *Streptococcus* B, exceto se rebentarem as águas antes, o que aumenta o risco de transmissão.

## É possível prevenir a infeção por Streptococcus B?

Fazer o rastreio universal de *Streptococcus* B em mulheres grávidas, assim como a toma de antibiótico profilático intraparto, permite reduzir de forma significativa a sépsis neonatal causada por esta bactéria.

Após o parto, é fundamental estar atento aos sinais no bebé e procurar serviços médicos urgentes caso estes sejam notados, de forma a despistar a infeção ou iniciar os tratamentos rapidamente.



 

 





Fontes:

*Cleveland Clinic*, setembro de 2024  
MD.Saúde, setembro de 2024  
*MedlinePlus,* setembro de 2024  
*NHS*, setembro de 2024  
Sociedade Portuguesa de Neonatologia, setembro de 2024  
Sociedade Portuguesa de Pediatria, setembro de 2024  
*U.S. Centers for Disease Control and Prevention*, setembro de 2024



 



 

 



 

Publicado a 08/01/2025

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