Qual o desporto mais indicado para o meu filho?

Bebés e crianças
Desporto
4 mins leitura

Todas as crianças são diferentes e têm gostos específicos. Dentro das várias modalidades descubra a que melhor se adapta às suas características.

A prática de exercício físico traz inúmeros benefícios ao desenvolvimentos dos mais pequenos e, por isso, deve fazer parte da sua rotina. Contudo, as vantagens não se manifestam apenas a nível físico, o exercício físico pode também ser importante para estruturar a personalidade das crianças ou até ajudá-las a desenvolver alguns traços. Por exemplo, se o seu filho é uma criança tímida, inscrevê-lo num desporto de equipa poderá ser útil. Mas escolher nem sempre é fácil para os pais ou para a criança. Há dez conselhos que o podem ajudar a tomar a decisão certa.

 

Como escolher a atividade "certa"

A atividade desportiva deve ser adequada ao estádio de desenvolvimento das crianças e ter em conta:

  • a idade
  • a personalidade (características como a autoconfiança e o grau de sociabilização são importantes)
  • necessidades

Sempre que possível, a escolha da atividade deve ser feita em conjunto, entre pais e filhos, respeitando o gosto e interesse das crianças, em vez de resultar de uma imposição. Por exemplo, quando os pais praticam um determinado desporto, induzindo inconscientemente os filhos a seguirem os mesmos passos e insistindo até que o façam a nível da competição.

 

Modalidades individuais: vantagens e desvantagens

Nas modalidades individuais, como a ginástica, patinagem ou natação, a criança é confrontada consigo própria, obrigando-se a esforçar-se, na medida em que a perfeição individual dos movimentos é importante, exigindo a si própria que faça progressivamente melhor. Isto pode promover a confiança, mas também conduzir ao isolamento.

 

Prós e contras dos desportos coletivos

Em contraste, os desportos coletivos como o futebol, hóquei ou râguebi, que implicam combate e oposição, confronto com os outros, podem exacerbar o espírito de competição. Mas, por outro lado, ajudam a trabalhar em equipa, a aprender a respeitar os adversários e a desenvolver as regras, melhorando a compreensão e o respeito para com os outros.

 

A idade certa para começar a competir

Nos primeiros anos, o que se pretende é que as crianças se divirtam enquanto praticam o desporto, que brinquem e joguem com gosto.

A competição e a especialização desportiva não estão recomendadas antes dos oito ou nove anos de idade, uma vez que é exigida uma dedicação maior e, por vezes, sacrifício, podendo traduzir-se numa pressão sobre a criança no sentido de mostrar resultados, gerando níveis de ansiedade desadequados.

 

Os pais devem manter-se vigilantes

Existe ainda o risco de lesões provocadas pela atividade desportiva. Os pais têm de ser vigilantes de eventuais excessos de uma prática intensiva do desporto, para não penalizar o crescimento da criança, tanto a nível físico como emocional. Obviamente não são recomendadas atividades que envolvam algum risco para a criança, como alpinismo ou boxe.

 

Benefícios dos desportos básicos

Inicialmente, o ideal é optar pelos desportos básicos, como natação, dança e ginástica, desportos ditos "completos" que têm vantagens no desenvolvimento psicomotor da criança. Trabalham a flexibilidade, resistência e coordenação motora, contribuindo para uma postura corporal adequada. Poderão assim servir de base para desportos mais específicos no futuro.

 

Entrada na escola

Com a entrada na escola é aconselhável permitir à criança praticar vários desportos, dando-lhe uma base de diferentes capacidades para depois poder escolher o que mais gosta. O ideal seria que fizesse um desporto individual e outro em grupo.

 

Para as crianças tímidas e o desporto

Os desportos coletivos são os mais indicados, uma vez que promovem o relacionamento entre os colegas. Numa equipa, todos participam, ouvem e são ouvidos, logo a sua opinião e desempenho serão valorizados, tornando-os mais confiantes e motivados.

 

Para as crianças desafiadoras

As crianças desafiadoras da autoridade necessitam de adquirir disciplina e noção dos limites. Artes marciais como o judo e a capoeira, que se baseiam no princípio da não violência e no equilíbrio entre o corpo e mente, ajudam estas crianças a desenvolver a capacidade de autocontrolo, com redução da agressividade.