##  [Proteja o seu filho da gastroenterite](/mais-saude/proteja-o-seu-filho-da-gastroenterite) 

 
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2. Proteja o seu filho da gastroenterite
 
  

 # Proteja o seu filho da gastroenterite

 

 

 



 

 

Bebés e crianças

Prevenção e bem-estar

 

 4 mins leitura 

 

 

A gastroenterite é muito comum nas crianças e um dos principais motivos de saúde para faltar à escola. Mas há estratégias para proteger a criança e a família.



Uma irritação e inflamação do tubo digestivo, nomeadamente do estômago e do intestino, a [gastroenterite](/saude-a-z/gastroenterite) é um problema muito comum em bebés e crianças pequenas. Até aos três anos, ocorrem em média um a dois episódios por ano, com um pico de incidência entre os seis e os 23 meses.

É, regra geral, causada por um vírus - os mais comuns são o Adenovírus, o [Norovírus](/mais-saude/norovirus-causa-mais-comum-de-gastroenterite) e o Rotavírus, aquele que mais afeta as crianças (aproximadamente 40% dos casos de diarreia até aos cinco anos devem-se a este vírus). Mas também pode ter origem numa bactéria, sendo a Salmonella a responsável pela maior parte dos casos nos países do sul da Europa, onde se inclui Portugal.

## Como se manifesta a gastroenterite

Os principais sintomas são:

- Diarreia
- Náuseas
- Vómitos
- Febre
- Dores de barriga

Se for de origem bacteriana também pode provocar a presença de sangue nas fezes. Nos bebés e crianças mais novas pode ser mais grave, provocando desidratação (perda de fluidos corporais), o que pode requerer tratamento hospitalar.

O aparecimento dos sintomas é rápido: até um dia após a pessoa ser infetada. A probabilidade das crianças serem afetadas pelo Rotavírus é maior no inverno e primavera (entre dezembro e junho).

## Como se dá o contágio da gastroenterite

No caso das crianças, a creche, jardim de infância, escola e até a sua própria casa são os principais pontos onde se dá o contágio, pois os vírus espalham-se facilmente.

É possível apanhar uma gastroenterite através de pequenas partículas de vomitado ou de fezes do doente, por exemplo, mas também ao levar as mãos à boca após tocar em superfícies ou objetos contaminados ou pela ingestão de alimentos contaminados.

Estes doentes são mais contagiosos desde que os sintomas se começam a manifestar até, pelo menos, 48 horas após o seu desaparecimento. Por este motivo, as crianças só devem regressar à escola após estarem, no mínimo, dois dias sem sintomas.

## A vacinação é a melhor forma de proteger o seu filho

A vacina do Rotavírus - cuja integração no Programa Nacional de Vacinação foi aprovada no final de 2018, mas não está ainda em vigor - imuniza os bebés e crianças mais pequenas contra este vírus, evitando o seu aparecimento ou diminuindo a sua gravidade. Existem, atualmente, duas vacinas disponíveis - a Rotateq® (em três doses) e a Rotarix® (em duas doses) - que são administradas oralmente, em gotas, entre os dois e os três meses de idade. Esta pode provocar alguns efeitos secundários, como diarreia, vómitos, febre, perda de apetite, irritabilidade.

Além de ser a melhor forma de proteger o seu filho contra esta doença, outra vantagem da vacina é a imunização de grupo, que acaba por proteger mesmo quem não foi vacinado.

Uma vez que o vírus presente na vacina passa pelos intestinos do bebé, saindo pelas suas fezes, é importante que os pais tenham alguns cuidados, como lavar as mãos após a muda da fralda. Assim, é possível evitar que quem não está imunizado seja contaminado.

## Cuidados para evitar que toda a família tenha gastroenterite

De fácil contágio entre bebés e crianças mais pequenas, é possível que estes transmitam o Rotavírus aos restantes membros da família. Algumas medidas que o podem ajudam a precaver esta situação passam por:

- Lavar as mãos com frequência, sobretudo após cuidar da criança, com água e sabão e incentivar a criança a fazer o mesmo (estas levam constantemente as mãos à boca, que podem ter tocado em superfícies contaminadas), especialmente após evacuar ou vomitar, comer ou preparar alimentos. Os géis à base de álcool nem sempre são a opção mais eficaz.
- Não partilhar toalhas de banho e utensílios de cozinha, como talheres, com a criança doente.
- Lavar peças de roupa contaminadas em separado da roupa dos restantes membros e sempre a quente.
- Puxar o autoclismo sempre que se usar a sanita, nomeadamente após evacuar ou vomitar, e limpar a zona envolvente.
- Desinfetar todas as superfícies e objetos contaminados com um produto à base de lixívia.
- Não levar o seu filho a nadar na piscina nas primeiras duas semanas após a última vez que teve diarreia. Apesar da criança já não manifestar sintomas, o Rotavírus pode contaminar as restantes crianças através da água da piscina.



 

 



 

Publicado a 01/04/2019

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