É caso para consultar o pediatra se...

Bebés e crianças
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Vómitos repetidos, dificuldade em respirar, choro persistente. Há sinais que o bebé manifesta e que requerem uma visita ao pediatra. Fique a saber quais são.

No primeiro ano de vida do bebé, e principalmente para os chamados pais de primeira viagem, isto é, que tiveram o seu primeiro filho e para quem é tudo novo, é normal que se sintam inseguros e na dúvida se, perante determinado problema, é caso para ir ao médico. 

Todos os pediatras contam aquele clássico de estarem de urgência e, a meio da noite, apareceram pais com um recém-nascido, que naquele momento dorme tranquilamente, mas que teria estado “horas” a chorar. Afinal, a melhor forma de aprender é passando pelas experiências.

 

Deve consultar o pediatra em caso de...

Para ajudar estes pais, selecionámos as situações que necessitam mesmo de avaliação e aconselhamento por parte do pediatra: 

  • Coloração amarelada da pele que aumenta após o terceiro dia de vida
  • Pele com palidez, cor acinzentada, arroxeada, com manchas
  • Urina cor de “coca-cola” ou com sangue
  • Fezes brancas ou com sangue e/ou muco
  • Vómitos frequentes
  • Diarreia frequente
  • Sinais de desidratação: choro sem lágrima, lábios e língua secos e fralda seca
  • Bebé não aumentar de peso ou apresentar recusa alimentar ou redução franca do apetite durante várias mamadas seguidas
  • Fontanela (“moleirinha”) em chapéu ou encovada
  • Bebé sonolento, pouco reativo, com dificuldade em despertar, sem interesse por brincar
  • Choro persistente, mais tempo do que é habitual, incontrolável, apesar das medidas de conforto habituais ou choro pouco vigoroso, gemido
  • Cordão umbilical com cheiro intenso e desagradável, com secreção amarela ou a sangrar e ainda se a pele à volta do umbigo tiver uma coloração avermelhada ou imagem tipo "chama de vela"
  • Febre (a partir de 38ºC retal) em todos os bebés até aos 3 meses. Após os 3 meses, e se o seu filho for previamente saudável, o médico pode aconselhar terapêutica com antipiréticos e vigilância clínica, durante alguns dias, de outros sintomas que ajudem a diagnosticar a doença (tosse, vómitos, diarreia, dores abdominais, lesões da pele, queixas urinárias, etc).
  • Dificuldade em respirar, respiração ofegante, movimento exagerado da barriga ou gemido
  • Queda de um bebé (do colo, cama, fraldário) com suspeita ou certeza de ter sofrido traumatismo craniano

 

Em alternativa ao médico ou pediatra assistente, pode sempre consultar uma linha de apoio telefónico que disponibilize aconselhamento 24 horas por dia em casos de doença e encaminhamento de situações para o hospital e ainda soluções para alguma medicação.