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CUF PARTICIPA EM SIMULACRO

novembro 2015

Um acidente que envolveu duas cisternas, uma delas com benzeno que se dirigia para a CUF, um autocarro e uma viatura ligeira e várias vítimas foi o cenário que permitiu testar, no dia 11 de Novembro, o Plano de Emergência Externo de Estarreja (PEEE).

O simulacro envolveu a participação da CUF, com a prestação de assessoria técnica na área química e a disponibilização de meios para monitorização ambiental. Tendo decorrido conforme o planeado, o exercício contou  com uma participação positiva por parte da CUF.

 

Maria José Alves, coordenadora de Segurança, Higiene e Ambiente da CUF, que acompanhou o decorrer do exercício, considera que, “o exercício correu bem, tendo a participação da CUF decorrido da forma prevista, com uma boa realização das comunicações e a contribuição com assessoria técnica à Comissão Municipal de Proteção Civil” e “a disponibilização de meios” necessários ao decorrer das operações.

 

Realizado junto ao Eco-Parque Empresarial de Estarreja, na variante Norte/EN 224, o cenário simulado envolveu  mais de 150 agentes e figurantes, dos quais 48 vítimas ocupantes do autocarro, além dos condutores das diversas viaturas, com o objetivo de testar a capacidade de resposta dos meios operacionais a um acidente no transporte com matérias  perigosas. Segundo Diamantino Sabina, presidente da Câmara Municipal de Estarreja e diretor do PEEE, o simulacro “decorreu do modo que era expectável, permitindo atestar que a Proteção Civil Municipal “tem capacidade de responder a um tipo de cenário como este”, ainda que haja pontos a melhorar na operacionalização das ações de socorro.

 

Após o embate da cisterna de benzeno com a viatura ligeira, a respetiva empresa de transportes contactou a CUF, que enviou imediatamente uma equipa de reconhecimento para o local. Tendo a situação sido considerada grave, com vários feridos, mortos e derrame de produto, a CUF acionou o seu plano de emergência interno, acautelando a possível necessidade de enviar meios para o local.

 

Imediatamente, a proteção civil chamou o responsável da CUF designado para prestar assessoria técnica na área química, para ajudar a Comissão Municipal de Proteção Civil (CMPC) na decisão de ativação do PEEE e durante a gestão das operações de emergência. “Prestei informações sobre as características do produto, aconselhamento sobre perímetros de segurança, cuidados a ter na remediação ambiental do local afectado e informei que todos os hospitais da zona têm conhecimento deste produto, por terem na sua posse as fichas de atuação médica anteriormente disponibilizadas pelo PACOPAR”, refere Maria José Alves, que acompanhou a CMPC até ao final das operações.

 

A CUF mobilizou para o local uma equipa de controlo ambiental, para monitorizar compostos orgânicos voláteis e índices de explosividade, características decorrentes do produto derramado. Além disso, a empresa disponibilizou máscaras para enfermeiros e bombeiros que tinham de entrar em áreas contaminada.

           

Esta colaboração exemplifica o funcionamento  em rede das operações do PEEE, que assenta, em primeiro lugar, na mobilização dos meios  humanos e recursos técnicos das entidades públicas da proteção civil, mas que, em segundo lugar e em caso de necessidade, solicita às empresas assessoria técnica e disponibilização de meios materiais e humanos.

 

Paralelamente, as próprias empresas do Complexo Químico de Estarreja (CQE) mantêm em vigor o PAME (Protocolo de Ajuda Mútua de Estarreja), que assenta numa estratégia de interajuda e colaboração de conhecimentos e meios de combate a emergência, com a realização de ações de formação regulares entre as diversas indústrias e os bombeiros.

O PEEE é ativado quando existe um acidente químico no concelho e cujas consequências tenham potencialidades de afectarem a comunidade local. 

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