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UMA MINA COM HISTÓRIA

março 2018

Na Campina de Cima, em Loulé, está a mina de sal-gema da CUF. Um local onde a história geológica do planeta e da indústria química se misturam nas doses certas.

Foi em janeiro de 1964 que um grupo de mineiros, altamente qualificados e provenientes da Mina de São Domingos, iniciaram os trabalhos de abertura dos dois poços de acesso ao interior do jazigo de sal-gema onde decorre a exploração da Mina Campina de Cima.

 

Por baixo da cidade de Loulé, a mais de 230 metros de profundidade, um grupo de mineiros explora o sal-gema, cuja utilização principal, até 2005, foi a indústria química ligada à produção de cloro e de sódio. Em 2006, o sal-gema de Loulé passou a ser comercializado para abastecimento das fábricas de rações animais e para aplicação na segurança rodoviária durante o inverno, para derreter o gelo e a neve nas estradas. Presentemente, este sal-gema é igualmente utilizado a nível municipal no controlo fitossanitário das vias de circulação.

 

Na Mina da Campina de Cima, um conjunto de técnicos que dominam a arte da mineração, empregando sofisticados meios de exploração, sem recurso a explosivos, conseguem, por turno, escavar até 2,5 metros de galeria – que se vão somando aos mais de 40 quilómetros de galerias já explorados desde o início da concessão.

 

A mina, com as suas galerias de grande secção (10 metros de largura e 4,3 a 20 metros de altura), não esgota as suas capacidades com a exploração do sal-gema, pois a estrutura desenvolvida pela exploração mineira origina espaços a que podem ser dados outros usos. De entre as inúmeras atividades paralelas à exploração, destacam-se as ligadas ao turismo industrial, as centradas nas temáticas geológicas e mineiras, as relacionadas com a saúde respiratória dos asmáticos, ou mesmo a instalação de arquivos documentais. Estas e outras atividades podem significar uma ampliação dos mais de três mil anos em que a mina ainda pode laborar, tendo em vista a exploração média e o volume já extraído até aqui.

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